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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Concentração de Mercado: Caso Pão de Açúcar - Casas Bahia





Nesta sexta feira (04/12/09) a CBD (Companhia Brasileira de Distribuição), controladora do grupo Pão de Açúcar, anunciaram uma associação juntamente as Casas Bahia. Mal ocorrido o pronunciamento e já se observava a alta das ações do Pão de Açúcar e da Globex (atual controladora da rede Ponto Frio, também pertencente ao grupo de Abilio Diniz.


Esta associação nos indaga duas questões de mesmo objetivo. Primeiramente me pergunto se com a CBD tendo também o controle da rede Casas Bahia terá o aval do CADE para tal aprovação de concentração de mercado? A meu ver, esta parceria, fusão, ou seja, lá como chamemos, poderia causar ao mercado de distribuição de produtos eletroeletrônicos uma concentração nociva a novos entrantes e até mesmo as empresas já estabelecidas. Não consigo pensar em nenhum bem social que isto possa gerar, pelo contrario, até mesmo as empresas produtoras de eletroeletrônicos poderiam ser prejudicadas no processo.


Por sua vez, ao consumidor, resta apenas aguardar. Apesar de esta junção unificar em uma única empresa o poder de distribuição de produtos eletro-eletrônicos por suas mais de 1800 lojas (depois de unificados) para as diversas classes sociais distintas - de A E - o que se pode esperar é um possível aumento de preços. Com a baixa concorrência, o grupo passará a ser um criador de preço, tendo uma posição mais confortável para expandir suas margens de lucratividade. Portanto, caberá ao consumidor impedir que isto ocorra.


Tarefa esta difícil, mais não impossível. Com a internet, há muito mais possibilidade dos consumidores compararem preços e qualidade dos produtos que desejem adquirir, principalmente neste setor de bens. Por serem produtos praticamente padronizados - que possuem suas especificações discriminadas - será possível comparar preços de um mesmo produto em diferentes lojas de modo mais rápido, diminuindo, então, a possibilidade de aumento de preços ocasionado pela concentração de mercado.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Concentração no Mercado de Cerveja


O mercado de cerveja mundial está cada vez mais concentrado. Existem poucas empresas que detêm grande parte da produção da bebida. Dentro desse cenário, o Brasil abriga uma das maiores cervejarias do planeta, a AmBev, que junto com a belga Interbrew formam a maior produtora de cerveja do mundo (InBev). Porém, esse posto só foi possível com a recente aquisição (por 52 bilhões de dólares) da americana Anheuser-Busch, produtora da Budweiser. Juntas, elas produzem 25% da cerveja que é consumida mundialmente.


O mercado brasileiro é um grande exemplo do oligopólio que ocorre nesse setor. Dados da Agência Estado, referentes a julho deste ano, mostram como está distribuído o mercado: as marcas de cerveja Ambev (Brahma, Skol e Antártica principalmente) são responsáveis por aproximadamente 69% das vendas no país. Seguidas de longe pela Schincariol (Nova Schin) com 12,5%, pela Petrópolis (Itaipava e Crystal) com 10% e pela Femsa (Kaiser, Sol e Bavária) com aproximadamente 7,5%. Com essa concentração, as empresas familiares ou de menor porte são naturalmente expulsas do mercado. Isso porque não conseguem produzir a custos tão baixos como o das grandes empresas, que realizam economia de escala (grandes produções para reduzir custos). Além disso, são deixados em segundo plano pelos produtores das matérias-prima necessárias, que preferem realizar suas vendas em maior escala para os líderes de mercado. Com isso, as micro empresas não consege competir em preços e são adquiridas pelas maiores ou até são obrigadas a abandonar o mercado.


No início do mês surgiu no mercado a informação de que a Femsa, empresa mexicana responsável pela distribuição dos produtos Coca-Cola, está interessada em vender a divisão de cervejas. Como mostrado no jornal Folha de São Paulo de sexta feira, dia 2 de outubro, a fusão tem valor estimado em 9 bilhões de dólares. O interesse surgiu porque a empresa quer dar prioridade a distribuição de refrigerantes, que é a divisão que mais cresce dentro dela (crescimento de 30,4% perante os 6,7% da cerveja no faturamento do segundo trimestre deste ano). As maiores interessadas na compra são a holandesa Heineken e a inglesa SABMiller, sendo que a última é vista pelos analistas com maior potencial de compra. Isso porque a Heineken ainda possui dívidas da recente aquisição da britânica Scottish & Newcastle.


Se forem concretizadas as negociações, o mercado de cerveja se tornará mais concentrado ainda. A SABMiller, por exemplo, já é a segunda maior produtora mundial de cerveja e pode se tornar ainda maior com a compra da gigante mexicana. No Brasil, pode haver uma pequena mudança de cenário, já que a empresa que comprar a Femsa, pode utilizar a capacidade já instalada no país para aumentar a produção de suas principais cervejas. Assim, haveria uma tentativa de obter uma parcela maior do mercado, sendo possível até desbancar a Schincariol e a Petrópolis como segunda e terceira colocadas respectivamente. No mercado interno, a compra pela Heineken pode ser a que gere maior impacto, já que a empresa possui atualmente uma estratégia mais agressiva de entrada no Brasil (segundo maior consumidor em volume do mundo).

domingo, 20 de setembro de 2009

A importância da família para o sucesso de Henry Ford

Para o pai de Henry Ford,William, apesar de não achar todas as atividades industriais questões secundárias, deixou seu filho instalar uma mesa de trabalho em casa. A esposa Clara, sempre acompanhou e apoio o marido, mesmo no caso em que soube que Henry estava tendo um affair com uma secretária trinta anos mais nova,com a qual dizem que gerou um filho. Mesmo assim a esposa não o abandonou, pois aprendeu a viver com a situação, pois sabe que Henry jamais a abandonaria.

Do casamento entre Clara e Henry, nasceu Edsel. Esse seguiu os passos do pai, nunca freqüentou a universidade,pois o pai não via necessidade , nunca precisara dela. Henry pretendia passar a hierarquia da Ford Motor Company para o filho. Henry tinha uma posição firme em relação ao filho,pois para o pai sua postura agressiva faria com que o filho adquiresse o perfil para o cargo de presidente.

Após contratação de Henry Bennett, um pugilista semi-profissional , que foi admitido por Henry Ford , para anular os movimentos sindicais dentro da Ford. Edsel se viu frustrado por aqueles estes funcionários (Bennett) que buscavam progredir por meios escusos, o que levou Edsel ao desespero e a morte.

As mulheres da família(a viúda de Edsel e Clara) foram de vital importância para a Ford, apesar da não concordância de Henry Ford. Elas ao fazer valer a posse de quase um terço das ações com direito a voto, e vetaram a indicação pretendida pelo fundador , de indicadar Harry Bannett.
Henry II ( filho de Edsel) logo assumiu a presidência da empresa, fazendo ai uma grande reestruturação, e também a defesa da direção da empresa apenas por um Ford.

Com o passar do tempo, a Ford perdeu mercado para os concorrentes, deixando a empresa em seqüenciais prejuízos.

Mais recentemente a Ford uma empresa tão mal administrada, agora dirigida por diretores, poderia com facilidade ter sido engolida por uma concorrente, provavelmente uma fábrica japonesa rival, mas os Fords encontraram em William Clay Ford II, sobrinho de Henry II, alguém para tocar o negócio.

Assim a família de Henry Ford foi de vital importância para dar-lhe o apoio necessário, mas também discordá-lo quando necessário.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Motivos do sucesso de Henry Ford



Para o autor David Landes, Henry Ford teria sido o maior e mais inovador empresário da indústria, pela suas conquistas, visão de produção em massa e mercados em massa, do transporte individual para multidões e da tecnologia que viria a tornar possível tal revolução.

Henry Ford possuía dois bens preciosos: mãos extremamente hábeis e talento para ferramentas e máquinas. A curiosidade foi uma importante característica de Henry. Quando jovem passou a desmontar e montar relógios, mas ‘a partir dos 16 anos já não se contentava somente com os relógios, foi para Detroit onde começou a trabalhar numa oficina mecânica. Mesmo não tendo formação acadêmica Henry Ford foi o exemplo exato do “american dream”. Antes de se dedicar aos carros, chegou ao cargo de engenheiro –chefe, numa conceituada empresa.

Grande parte do sucesso de Henry deveu-se a engenhosidade e confiabilidade de suas máquinas e outra boa parte de audácia natural, melhorada por anos de vida na fazenda, e também pelo conhecimento que tinha de automóveis. Henry apostou na fabricação de veículos leves, ganhando eficiência , num período dominado por carros pesados.

Para Henry Ford o principal não era somente vender carro, mas sim dar a atenção ao design e ao processo de montagem. Os carros Ford fizeram sucesso desde o ínicio, porque Henry percebeu o potencial do mercado, demonstrando assim uma aguçada visão do mercado potencial. “A maneira de fabricar carros e fazer um igual ao outro, idênticos, fazê-los sair da fábrica iguaizinhos, assim como um alfinete é igual a outro alfinete quandos ambos saem da fábrica de alfinetes”, dizia Henry Ford. Muitas oportunidades surgiram `a partir da grande curiosidade técnica, de Henry. Um exemplo ocorreu em 1905, quando numa corrida automobilística, Henry observou os carros dos fabricantes europeus, que apresentavam peças com leveza nunca vista antes por ele. Após estudos , a Ford chegou ao desenvolvimento de uma nova liga de aço, que fez um tremendo sucesso. Sucesso esse, devido ao valor do conhecimento e da inovação.

A meta da maioria dos fabricantes de automóveis era a rigidez, a de Henry, a flexibilidade. Com a ajuda de uma notável equipe de colaboradores, havia empreendido uma revolução na tecnologia da produção. Esse foi o maior motivo do sucesso de Henry Ford, no auge de sua pôtencia: era agressivo, criativo, tecnologicamente visionário e extremamente popular. Um exemplo, para Henry Ford o ciclo de produção começava com o cliente: achava que a mercadoria deveria ser antes de tudo ajustada de forma a atender o maior número possível de consumidores em qualidade e preço, e consequentemente o número de clientes tenderia a aumentar continuamente conforme o preço do artigo fosse caindo. Ao mesmo tempo, pelo pagamento de um salário substancial para aqueles que trabalhavam com a produção e a distribuição, o poder de compra aumentaria. Em janeiro de 1914, ele e seu sócio James Couzens aumentaram todos os salários em suas indústrias para um mínimo de 5 dólares por oito horas de trabalho (a média até então era de 2 dólares e quarenta centavos por nove horas de trabalho). Esta última medida provocou rápida economia pois serviu como incentivo até então desconhecido aos funcionários: o índice de retrabalho diminuiu sensivelmente, assim como as horas improdutivas.

Ford fez planos nos quais suas fábricas se auto manteriam, evitando o lucro de intermediários. Essas técnicas ajudaram a Ford à acumular triunfos, importantes principalmente para épocas de crise que ocorreriam no mercado para os carros da Ford, isso devido principalmente à concorrência e as crise de estagnação enfrentadas pelos EUA.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Câmara aprova cadastro positivo!

A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, o projeto de lei que cria o chamado cadastro positivo de consumidores, ressalvados os destaques que visam alterar o texto apresentado pelo relator, deputado Maurício Rands (PT-PE) ( de incluir em cadastros negativos os consumidores que atrasassem o pagamento de contas de consumo, como água e luz. “Nesses casos, já há punição específica, que é a interrupção dos serviços, além de multa e juros”, disse Flávio Dino (PC do B-MA)), e aprovado pelo plenário. O projeto foi aprovado, depois de muita discussão, por 307 votos favoráveis, com 79 votos contrários.

De acordo com o relator Rands, o projeto contempla os direitos dos consumidores e a viabilidade prática de um sistema de proteção ao crédito. “O cadastro positivo vai criar um ambiente propício à redução do spread bancário e à redução das taxas de juros pagas pelos consumidores nas compras a prazo”. O relator disse que o projeto é uma medida a mais para ajudar a reduzir os juros. “O projeto é bom para o bom pagador e é bom para a economia brasileira”, resumiu Rands.

O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), que criticou durante o projeto e propôs o adiamento da votação para permitir uma maior negociação do texto apresentado pelo relator, disse que a proposta não vai contribuir para a redução dos juros e que ela foi feita para dar garantias às empresas que hoje negativam as pessoas, "uma vez que essas empresas enfrentam muitas ações na Justiça”.

“É muito barulho para nada. É o cadastro negativo. É o SNI do consumidor”, argumentou Flávio Dino. Segundo ele, entre os pontos negativos estão: o consumidor será negativado e não será avisado, o consumidor será classificado como mau pagador e não poderá saber os motivos porque a empresa poderá alegar segredo empresarial e não prestar as informações solicitadas.

Votados os destaques, o projeto que cria o cadastro positivo de consumidores será encaminhado à discussão e votação no Senado, onde poderá ser alterado. Se for modificado pelos senadores ele retornará à Câmara para novas discussões e votação.