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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Segurança Pública


Resultado de uma pesquisa divulgada recentemente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (Pnud), aponta a violência como o segundo maior problema do país, atrás apenas da educação. Os fatos ocorridos no último mês na cidade do Rio de Janeiro ilustram a situação caótica pela qual o país passa. A guerra entre líderes do tráfico e a intervenção forçada da polícia nos morros, já deixou cerca de 40 mortos em poucos dias e mostrou o poder do crime organizado no local. Atualmente, o mercado de drogas brasileiro movimenta uma quantia incalculável de dinheiro, suficiente para financiar a compra pesada de armamentos e a manutenção dessa organização.

O cenário apresentado nos remete a perguntas relevantes como: os gastos públicos realizados atualmente são suficientes para a melhora desta situação? O quão eficaz são as políticas públicas realizadas em segurança? Que pontos poderiam ser melhorados para que houvesse uma mudança significativa?

Dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que os governos federais e estaduais aumentaram em 13,35% os gastos com segurança em 2008, com relação ao ano anterior. Isso representa uma quantia de 39,52 bilhões de reais. Porém, no mesmo relatório é possível observar que muitos estados obtiveram uma redução em seus gastos com segurança, não tiveram seus índices de criminalidade afetados, como o Distrito Federal ou Piauí. Ou até mesmo o contrário, estados com maior quantia de dinheiro público investido obtiveram aumento nos crimes. A conclusão que pode ser tirada desses dados é que existe o dinheiro bem e o mal aplicado. O Brasil deveria focar uma parcela maior desse dinheiro em inteligência, informação e treinamento. Só assim seria possível aumentar índices, como o de apenas 10% dos crimes investigados no Brasil serem resolvidos.
A falta desse "bom gasto" é evidenciado pelas proporções que a iniciativa privada tem ganhado nesse assunto. Os gastos nacionais com informação e inteligência obtiveram um crescimento de 64,06%, porém, se for analisado apenas o investimento público, houve uma redução de 30,4%. É visível a inversão de papéis que tem ocorrido entre setor público e privado nesse ponto, já que existem cada vez mais firmas de segurança privada, que oferecem serviços de escolta, guardas noturnos, materiais de segurança. Porém, não é apenas isso que deve ser melhorado, e sim, todo o sistema prisional, as leis vigentes sobre crimes em geral e punições adequadas. É preciso realizar um debate para se chegar a melhor forma de mudar essas questões.

O sistema penitenciário brasileiro, por exemplo, gasta em torno de 1,5 mil reais por preso mensalmente. Sendo que nas chamadas prisões de segurança máxima, os números chegam a 4,5 mil. Para piorar, qualquer tipo de criminoso é tratado como igual, obrigando pequenos infratores a conviver com pessoas ligadas ao crime organizado. Talvez fosse necessária a discussão da viabilidade (aumento) de penas alternativas, como trabalhos voluntários para casos menos graves ou até mesmo penas capitais para casos extremos. Além disso, deve ser explicitada a gravidade dos atos. Será que um usuário de drogas, por exemplo, deve ser tratado como um traficante? Mas para resolver definitivamente os altos índices de criminalidade do país, os gastos não devem ser focado em armamento para a polícia ou até mesmo em treinamento, e sim, em políticas públicas que melhorem a educação da população, que dêem oportunidades de trabalho, que tirem as crianças das ruas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pequenos atos - Grandes Homens - Juca Kfouri - 2/20

José Carlos Amaral Kfouri, o famoso Juca Kfouri, um dos mais importante jornalista esportico do Brasil. Juca cursou Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Trabalhos na Editora Abril, chegou em 1974 a ser chefe de departamento. Em 1974, recebeu o convite para ser chefe de reportagem da revista Placar, saiu para trabalhar na extinta TV Tupi. Mas, logo menos a TV Tupi faliu e no dia seguinte, Jairo Regis convidou para ser editor de projetos especiais na Placar, novamente. Passado algum tempo mudou de cargo e chegou a ocupar o cargo de Diretor de redação da revista. Até o dia que saiu da editora, Juca iria apresentar denúncias contra Eduardo José Farah e Ricardo Teixeira,. Mas devido o poder político e de alguns negócios da Editora que precisava de apoio dos dirigentes, se viu em um ambiente desgastado, então deixou a diretoria da redação da revista e a editora.

Juca sempre seguiu seus princípios, um exemplo de homem público. Tomou sempre um posicionamento frente as situações de forma correta e seguindo uma posição sempre justa e correta, faltam homens como Juca kfouri no Brasil. Um homem que transparece as questões como ética, moral e respeito, a imagem de pessoa séria e justo, fez ele receber o apelido de “O paladino da moral”, mas ele não acredita nisso, diz ele que “Que paladino coisa nenhuma! São as pessoas que fazem isso. Você me vê defender posições, meus princípios.” Juca. Poucos homens transparecem tais princípios. Homens assim a tentação nem da as caras, ser firme e feroz como Juca, pode se ganhar muitos inimigos ocultos.

Devemos nos espelhar em homens como o jornalista que luta contra a ignorância, não se curva diante os poderosos, pois sabe que sua consciência não estará tranqüila se estiver fazendo algo de errado. Todos nós erramos, mas, poucos admitem o erro, Juca faz isso e não sofre, pois esta seguindo aquilo que acredita que está correto, poucos seguem estes princípios. Juca é um destes casos que enfrenta sem medo aqueles que ferem os códigos sociais e democráticos. Faz isso simplesmente porque acredita que é seu dever sua obrigação como homem público e jornalista. O Brasil precisa de homens assim na política, nos órgão do governo, e em diversos setores da economia brasileira. Faltam pessoas assim.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pequenos Atos - Grandes Homens - William Bonner - 1/20



Willian Bonner desde 1999 anos a frente ao Jornal Nacional, como Editor Chefe. Traz todos os dias as notícias que são destaque no Brasil e no Mundo. Um homem digno do cargo de editor chefe. Após sua entrevista com Marília Gabriela fica mais fácil tornar-se um admirador de um homem sensato, digno e fiel aos seus pensamentos sociais e políticos. O trabalho é diário e incessante frente ao jornal de maior repercussão do país. Bonner lançou este ano o seu livro, “Jornal Nacional – Modo de Fazer”, que retrata o dia a dia das edições, detalhando os critérios e como funciona o trabalho incessante dos jornalistas e da equipe por trás das câmeras.

“ O livro mostra como o Jornal Nacional é feito no dia-a-dia, suas edições típicas e as atípicas, os critérios que usamos e como funciona. Para quem é estudante de jornalismo é muito interessante, e para quem é leigo tem um certo didatismo que poderá ser útil” explica Bonner.

Mas, o ato que devemos lembrar deste jornalista, que entra na nossa casa de segunda a sábado, é algo que destaca o exemplo de lealdade e nobreza. Algo que vemos pouco num país tão maltratado pelos seus políticos e capitalistas poderosos, que pensam somente em roubar e ganhar cada vez mais. Willian Bonner doou todos os direitos autorais para a Universidade de São Paulo, a famosa USP. Bonner que se formou em Jornalismo no início da década de 80. Fez este ato, pois sabe da importância que a faculdade e seus mestres tiveram na sua construção como profissional. Bonner não pagou para fazer USP, mas se sentia em dívida com a faculdade que o projetou como jornalista.

Espero que muitos comecem a pensar parecido, e façam o mesmo. Fomentar e ajudar o crescimento do país pode ser feito com pequenos atos. Ajudando a sociedade a caminhar para tempos mais dignos e mais iguais. Bonner fez um ato de pura nobreza. Alguns podem dizer que foi apenas marketing pessoal, ou coisa parecida, pode ser, mas converse ou escute 10 minutos de uma entrevista deste ícone da televisão nacional, que notamos que há essência e a veracidade nas suas palavras, enobrecendo ainda mais este cidadão, que devemos levar como exemplo assim como muitos outros, que no caso do Brasil estão em extinção.

Esta é uma serie de 20 reportagens que selecionaremos grandes homens da nossa sociedade atual e seus atos que mudaram ou introduziram temas e discussões.