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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

BOLSA DE VALORES: Bolsas da Ásia sobem com menos temores em relação à Europa

As Bolsas de Valores asiáticas nesta sexta-feira atingiram novas máximas em dois meses, o crescimento das negociações dos títulos na zona do euro e sinais de acordo da dívida Grega aliviou as preocupações sobre o mercado Europeu. Dessa forma impulsionando o mercado.

Com isso e os resultados positivos dos bancos americanos da confirmação que a economia americana irá se recuperar, ajudaram bastante a melhora dos mercados, e em 2012 temos um crescimento muito interessante.

Mesmo assim vale ressaltar, que estão de olho agora sobre o setor manufatureiro chines que em Janeiro reduziu a sua produção já que a crise de dívida da zona do euro afetou o consumo global. Os risco de mais choques provenientes da Europa fez com que o mercado produtor chinês reduzisse sua produção.

"O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,61%, alcançando o maior patamar em mais de dois meses e registrando alta pelo quarto pregão e pela terceira semana consecutiva. Só neste ano, o índice acumula ganho de cerca de 7,5%.

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 1,47%, para a máxima em 11 semanas, seguindo o rali das bolsas de Nova York, que foi incentivado por resultados trimestrais acima do esperado divulgados pelo Morgan Stanley e o Bank of America.

O índice de Seul encerrou em alta de 1,82%. O mercado avançou 0,84% em Hong Kong e a Bolsa de Taiwan ganhou 0,17%, enquanto o índice referencial de Xangai subiu 1%. Cingapura avançou 1,36% e Sydney fechou com valorização de 0,59%." (Por Chikako Mogi) agencia de notícia: REUTERS.

Essa onda de crescimento deve ser notada hoje na BOVESPA. Fique atento!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

ECONOMIA INTERNACIONAL - Tragédia Grega: A Crise na Grécia




O futuro da Grécia está se desdobrando em Atenas e outras cidades gregas que resistem às exigências financeiras impostas pelo FMI, BC Europeu e UE.


Banqueiros exigem a privatização de bens públicos e redução dos gastos públicos. Esse dinheiro poupado servirá como um fluxo a mais nos caixas dos bancos. O medo da possibilidade de um calote assombra os países da zona do Euro e diversas instituições financeiras.


O plano de austeridade fiscal proposto, que pode garantir a solvência dos empréstimos gregos, com certeza terá um grande custo social, que não está sendo mensurado pelo BCE e bancos credores. Não são mensurados, pois, para eles, são variáveis indiferentes, que nem se levam em consideração.

Mais uma vez as pessoas são colocadas em segundo plano para garantir aos bancos a realização do lucro, o que pode acarretar em uma grande “tragédia grega” do ponto de vista social. Uma nova proposta deveria ser avaliada, algo que não comprometa o futuro da população grega e que ao mesmo tempo não faça parecer melhor à Grécia abrir mão da participação na União Européia e optar pelo calote. Um calote por parte do governo grego poderia tornar ainda mais difícil o auxilio de paises como Portugal, Irlanda e Espanha e arranharia a imagem da União Européia como algo vitalício.


É importante lembrar que grande parte dos empréstimos contraídos pelo Estado grego foi para que Atenas atende-se as regras sobre déficits da Europa e pudesse adentrar na União Européia. A meu ver um país que não tinha capacidade de fazer parte da UE foi aceito por falta de uma análise mais detalhada e pensamento a longo prazo. E no meio dessa crise a Croácia está para ser aprovada na União Européia, me pergunto será que é o momento certo para permitir a adesão de mais paises?

Se o calote se concretizar, ocorreriam conseqüências potencialmente catastróficas para credores, não apenas dos 240 bilhões de euros da dívida soberana grega, mas também para credores de centenas de bilhões de euros da dívida comercial grega e de outras dezenas de bilhões de euros de contratos de derivativos relacionados à dívida grega.

Um ponto também de grande importância é o fato de banqueiros terem capacitado a Grécia e outros países a tomarem emprestado além de seus meios em negócios perfeitamente legais, como sempre, os bancos, pensaram no lucro desenfreado e nunca nas possíveis conseqüências. Não pensam nas conseqüências, pois sabem que serão socorridos, como temos de exemplo a última crise de hipotécas subprime. Sabemos que os bancos geralmente não perdem as suas apostas em jogos de derivativos que tenham empreendido (mesmo quando especulam em cima de papéis podres), a Grécia será forçada ao máximo a seguir o plano de austeridade fiscal proposto. Os cidadãos gregos que se preparem.

Frederico Matias Bacic
POST escrito para o Blog Economidiando nosso parceiro: 04.07.2011



sábado, 23 de outubro de 2010

Eleições Brasil - Eua: Uma análise simbiótica.


Para aqueles que se surpreenderam com a efetivação ao cargo de deputado federal, pelo Estado de São Paulo, de Francisco Everaldo Oliveira Silva em nosso processo democrático tão justo, igualitário, modelo de ordem e “progresso” as nações civilizadas... Os nossos “queridos” amigos do Norte não me parecem estar em melhor perspectiva dado que no dia 2 de novembro de 2010, os estadunidenses vão às urnas para elegerem senadores, deputados e governadores para 37 estados da “abençoada” República federativa. Tendo como pressuposto que estes caros tomaram para si a missão messiânica de levar a todos os continentes do Globo “o sonho americano”, que é definido por Immanuel Wallerstein como:

“O sonho americano é o sonho da possibilidade humana, em que todas as pessoas possam ser encorajadas a fazer o seu melhor, a alcançar o seu máximo e a ter a recompensa de uma vida confortável. É o sonho de que não haverá obstáculos artificiais no caminho dessa realização individual. É o sonho de que a soma dessas conquistas individuais é um grande bem estar social – uma sociedade de liberdade, igualdade e solidariedade. É o sonho de que somos um farol para o mundo que sofre por não concretizar este sonho.”

Cabe-nos então, averiguar como o “farol para o mundo” está realizando a disputa democrática para o cargo de governador. Pois bem, comecemos pelos candidatos a disputa pelo estado da Califórnia:

“Na Califórnia, o candidato democrata Jerry Brown disputa com a republicana, Meg Whitman. Bilionária, ela decolou nas pesquisas, prometendo cortar impostos dos mais ricos. Mas a campanha foi abalada com a denúncia de que ela contratou como babá uma imigrante ilegal. É o escândalo babágate.”

Em Nova Iorque:

“O candidato republicano Carl Paladino faz uma cruzada contra os homossexuais: "Não quero que as crianças pensem que ser gay é uma opção correta", ele disse. E criticou o adversário, o democrata Andrew Cuomo, por ele ter levado as filhas para assistir à parada gay de Nova York. ”

E assim sucessivamente diante dos 37 estados em processo... A questão curiosa que estes pequenos exemplos nos comprovam e nos levam a refletir é: até que ponto o processo democrático é realmente democrático? Ou... a disputa por um cargo a governador de um estado, a deputado federal deste e tantos outros em questão não servem apenas para atender interesses privados onde novamente o público fica relegado ao segundo plano?

Entre tantas pesquisas e campanhas o fato cada vez mais corriqueiro e permutado de normal é a institucionalização do mercado a nível público, ou em outros termos, a regularização do balcão de negócios travestido de Estado. O espantoso é que ainda tentem encontrar a linha “demarcatória” desses dois conceitos que na realidade não somente se confundem como sequer se dividem, ao contrário mesclam-se , fundem-se e apresentam-se como democráticos e produtos de uma sociedade democrática. Democracia esta que insistem em levar ao mundo mediante guerras, que é claro que é um instrumento muito democrático...

Diante dessas produções pitorescas que o universo político reflete torna-se cada vez mais evidente o universo que a sociedade produz e irradia como modelo real a ser seguido. E torna-se óbvio o porquê nós brasileiros somos os bons “imitadores” da arte de copiar o que de melhor é produzido no sistema-mundo para continuarmos avançando em meio a “(des) ordem e o progresso (?!)”. Assim, não poderíamos perder esse bonde! E estamos no caminho certo dado que a disputa presidencial não deixa sequer uma gafe neste conjunto de etiquetas onde o predomínio da agressividade e violência se faz regra! O que nenhuma analista atenta, no entanto, são para os indicadores da bolsa econômica que sobem e descem a cada declaração por parte dos petistas ou tucanos, a luz é tão clara que chega a cegar! Enquanto o transtorno confundido com disputa política manifesta a caricatura e pobreza de espírito do nosso sistema democrático, o mercado econômico sequer descansa e apenas espera o momento de poder “capitalizar” mais uma fatia dos recursos que ainda se perguntam onde é que fica o caminho para o público...

Retomando ainda Wallerstein: “Contudo, para compreendermos o mundo em que vivemos, temos que ir além dos sonhos, de modo a lançar um olhar atento à nossa história (...)”

A história que vivemos hoje é a história do mercado privado. A política que temos hoje é a política que tomou como exemplo a suposta nação mais rica do universo. Porém, mais rica para quem? O questionamento que nos resta é saber até quando o privado permitirá que o público exista... E se o faz qual é o lado que ocupamos? A privatização do Estado já é um fato consumado. E não está longe o tempo em que este fato será institucionalizado... É só prestar a atenção e ver ao invés de crer!

Referências Bibliográficas:

Wallerstein, I: O Declínio Do Poder Americano. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004.
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/10/campanha-para-governador-nos-eua-revela-candidatos-polemicos.html


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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Bancos e a criação de moeda, juros e inflação. Algo para se pensar



Um video para pensarmos! Muito interessante colocação deste pensamento.

Faço algumas perguntas

1) O que esta por trás dos grandes bancos?
2) Quem são os lideres que tomam essas decisões?
3) Qual realmente a importância do Banco Central?
4) Banco dos Bancos, por quê precisamos realmente de um banco dos bancos?
5) O sistema capitalista que vivemos será mesmo estável? Ou sempre precisaremos de crises e desempregados para perdurar os grandes interesses?
6) Será que que o caso no Minessota não é algo a ser pensado? Será que o dinheiro que financiamos nossa casa, nosso carro, nossas dividas, realmente existe?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Haiti


O Haiti tem sido notícia desde o dia 12 de janeiro, quando ocorreu um terremoto de 7,3 graus na escala Richter, que devastou grande parte do país. A capital, Porto Príncipe, teve 80% de suas edificações destruídas. Estima-se que cerca de 200mil pessoas morreram no incidente e 3 milhões estejam desabrigadas. Desde então, o país frequenta noticiários de todo o mundo e recebe ajuda humanitária de toda parte.

Antes do terremoto, o que as pessoas sabiam desta ilha localizada na América Central? Nada! No máximo, os mais informados sabiam que o Brasil liderava uma equipe militar da ONU dentro do país. Mas poucos sabiam o motivo. O Haiti foi colonizado no final do século XV por espanhóis e 200 anos depois foi cedido a França, que explorava açúcar, café e cacau com grande sucesso. Desde a colonização até o dia 11 de janeiro de 2010 o país passou por períodos de escravidão, controle francês, interferências norte-americanas, ditadura militar, golpes, bloqueios, muitos problemas que impediram um desenvolvimento econômico, social ou político.

A situação nos últimos anos não é diferente. Apenas no período de 1994 a 2000 o país conseguiu realizar eleições democráticas, mas sempre rodeadas de incertezas. E foi a dúvida quanto à legalidade da última eleição que encadeou o último problema político, um levante militar para depor o presidente eleito. A ONU então, foi autorizada a levar tropas a ilha para conter a situação e, é ai que o Brasil entrou na história. Todo esse histórico posicionou o Haiti como o país mais pobre da América. O PIB, segundo dados da CIA World Factbook, é de aproximadamente 15bilhões, o que os deixam em 130° lugar no ranking comparativo entre países. Sua economia, séculos após a colonização, ainda é baseada no açúcar. Além disso, cerca de 45% da população é analfabeta e a expectativa de vida é de apenas 60 anos.

Se o Haiti possui um histórico calamitoso, por que a ajuda só existe quando ocorre uma catástrofe natural dessa proporção? Hoje o Brasil disponibilizou 35 milhões de reais para ajudá-los, que se somam a outros 400 milhões de dólares vindos do resto do mundo, seja em dinheiro, remédios, alimentos. Ontem, o BID anunciou o perdão de uma dívida de 480 e a criação de um fundo de ajuda. Existe uma pressão para a França e Venezuela fazerem o mesmo. A União Européia planeja enviar mais 420 milhões de euros. Indiscutivelmente, qualquer tipo de ajuda nesse momento crítico é bem vinda, já que estimasse em US$10 bilhões a reconstrução do país. Fora o fato de que muitas pessoas estão desabrigadas, passando fome e existem milhares de feridos. Porém, porque a ajuda nunca é feita antes?

Existem muitos outros países que possuem situação semelhante a do Haiti, ou seja, são exclusivamente agrários, possuem dívidas milionárias pelo mundo, conflitos políticos que impedem o desenvolvimento. Talvez fosse mais produtivo realizar interferências que ajudassem no desenvolvimento desses países, para que eles, com as próprias pernas possam construir uma estrutura, ao invés de esperar que aconteça uma catástrofe que comova o mundo todo.
Acompanhe as notícias sobre o país no site:
http://www.brasileconomico.com.br/noticias/cat/terremoto-no-haiti_35.html

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Heineken compra FEMSA Cerveza


Hoje, o grupo de cerveja holandês Heineken anunciou a compra do Fomento Econômico Mexicano (FEMSA Cerveza), por uma compra de açõe, no valor de 7,7 bilhões de dólares (5,3 bilhões de euros).

"A Heineken... vai criar a uma grande nova plataforma para o crescimento com a aquisição das atividades de cerveja da Femsa com uma transação de ações", comunicou a empresa holandesa, e ainda completou o texto com as seguinte palavras "A Heineken vai adquirir a FEMSA Cerveza, o que inclui 100% das operações de cerveja da Femsa no México e 83% do negócio de cerveja da FEMSA no Brasil, que a Heineken não possuía ainda". O mesmo comunicado ainda explica o seguinte: "Com base na cotação da ação da Heineken a 32,925 euros em 8 de janeiro, isto avalia a FEMSA em 3,8 bilhões de euros"

As dívidas da empresa as obrigações de aposentadoria a empresa Heineken assumirá tudo, o que eleva o custo da aquisicao para 5,3 bilhoes de euros. A FEMSA, possuirá 20% das ações do grupo Heineken, hoje possui as marcas Dos Equis, Tecate e Sol. Com estes 20% se torna a segunda acionista do grupo holandês com dois representantes na diretoria. Para a FENSA é um ganho de flexibilidade operacional e financeira. Alem de conseguir uma diversificacao no cenario mundial de cerveja. Conseguindo um ganho em escala muito importante destaca o diretor executivo da FEMSA, José Antonio Fernández Carbajal.

Devemos levar em consideração que a FEMSA é a maior engarrafadora da Coca Cola na América Latina e sua divisão cerveja tem 14 fábricas no México e Brasil, onde produz 35 marcas. Esta negociação deve ser concluída somente no segundo trimestre de 2010 e os acionistas dos dois grupos daram o aval para a conclusão do negócio.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Dubai, cidade sem limites! Será?

Dubai, uma cidade pertencente aos Emirados Árabes Unidos, com seus dois milhões de habitantes, arquitetura ousada de caráter futurístico, enormes arranha-céus, largas avenidas, local que até 2007 representava 6% de toda a receita dos emirados, a 44ª cidade melhor cidade financeira e 33ª mais rica do mundo (em termos de paridade de poder de compra), entra para a história mais uma vez. Porém, desta vez, os magnatas do petróleo não apresentaram mais uma obra inimaginável, parece que chegaram a seu limite. A palavra moratória apareceu eu seu vocabulário.

Apesar das grandezas - e quando se trata em investimentos de luxo, com certeza podemos falar em grandeza - a empresa estatal Dubai World, que atua no setor imobiliário, portuário e financeiro, decretou moratória de pelo menos seis meses de seus US$ 59 bilhões de passivos. Uma pergunta fica no ar, será que isto poderá causar um efeito dominó aos bancos, principalmente europeus?

Ao que tudo indica, não. Este parece ser um caso isolado e que apesar de estar vinculado a alguns bancos europeus, nada parece ser tão desesperador como a cifra apresentada. De fato, não é algo a se deixar passar, muito menos algo que passe despercebido pelo mundo, mais o fato é que se trata de um ocorrido que pelo que tudo indica está sendo planejado há algum tempo. Tanto que o anúncio desta renegociação de dívida deixou para ser anunciado no fechamento do mercado de ações regionais e antes do feriado de Eid-al-Ad (no qual serão retomadas as atividades normalmente somente dia 6 de dezembro). Além disso, outras instituições financeiras já se pronunciaram informando suas participações em ativos ligados a empresa em questão. Números estes que pelo apontado nada são de se alarmar ou gerar uma corrida desenfreada a liquidez.

Quanto ao efeito dominó que isto poderia causar, qualquer problema financeiro que envolva Abu Dhabi e o Catar devem ter sua devida atenção. Trata-se de regiões no qual os graus de alavancagem são extremamente elevados. Portanto, não falar em efeito de contágio ou apenas omitir tal fato pode ser negligência de seus autores no futuro.

Uma coisa disso tudo é certa. Seus vizinhos árabes (Emirados Árabes Unidos) não levam o nome Unidos em vão em sua discrição, haverá sim ajuda se precisarem e muito provavelmente isso tudo não passará de apenas um agito na poeira que logo irá baixar e as construções faraônicas voltarão a crescer.


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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Fim da Crise?



Hoje é aniversário de 1 ano da quebra do banco Lehman Brothers, um dos maiores bancos da história dos Estados Unidos, nascido em 1850 a partir de uma modesta quitanda no estado do Alabama, e que se tornou especialista em intermediações financeiras. A quebra de um símbolo, que sobreviveu a crises históricas, como a Guerra Civil norte americana ou até mesmo a Crise de 29, foi um marco mundial, em que as instituições financeiras deixaram de negar a existência de uma severa crise internacional.

O aniversário deste grande evento nos remete a muitas perguntas: A crise acabou? As economias mundiais já mostram sinais concretos de retomada? O que será feito para não acontecer novamente? Hoje, o presidente dos EUA, Barack Obama, se pronunciou a respeito do assunto. Segundo ele, o país não permitirá que as irresponsabilidades cometidas pelas instituições financeiras sejam repetidas. Para isso, há um projeto no Congresso que aumenta a regulação sobre o Mercado Financeiro. Obama também defende que órgãos federais possam punir bancos que corram riscos demasiados. Além disso, será criada uma agência de proteção ao consumidor, que garanta informações precisas aos consumidores.

Dados importantes serão revelados esta semana, nos Estados Unidos, Europa e no Brasil, o que pode apontar a direção que o mundo está seguindo após o auge da crise. As vendas no varejo, por exemplo, podem ser um indicador de retomada da economia. Assim como a produção industrial, a utilização da capacidade instalada e os dados do setor imobiliário.

Grande parte dos analistas acredita que haverá uma melhora em todos os indicadores que serão apresentados. Porém, é importante fazer uma análise mais detalhada sobre esses dados. No Brasil, por exemplo, o aumento das vendas no varejo foram fortemente incentivadas pela redução do IPI (Imposto sobre produtos industrializados) para veículos automotivos, realizada pelo Governo Federal. Se os dados forem analisados excluindo este setor, possivelmente haverá uma redução significativa nos resultados.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Sistema Bimetálico que vigorou entre 1820 a 1870


Sistema Bimetálico

O sistema bimetálico, que vigorou entre 1820 a 1870, era aquele em que o ouro e a prata estavam em circulação. Os paises que adotaram esse sistema exerciam o papel de conectar os paises que somente usavam o padrão ouro e aqueles que somente usavam o padrão prata.


Esse sistema apresentava algumas fragilidades, pois não era fácil manter essas duas moedas em circulação, uma vez que a pratica de arbitragem era favorecido. Essa pratica consistia na tentativa de enriquecimento através da exploração das taxas de cambio entre os diferentes paises. Isso ocorria, pois o preço de um metal em relação ao outro estava acima da proporção de sua utilização na cunhagem das moedas. Assim os especuladores importavam prata e exportavam ouro, até que todas as moedas de ouro saíssem do país, esse movimento era conhecido como a lei de Greshan: quando se tem duas moedas no país à “ruim” expulsa a “boa”.

Um exemplo dessa pratica era :
Um dado pais matinha a paridade de 1 de ouro para 16 de prata, e em outro pais a paridade era 1 para 15,5, então neste pais trocava-se prata por ouro e depois o especulador vai ate o primeiro pais e troca o ouro por prata, assim tem-se um ganho de 0,5 de prata. No país que tem a paridade de 1 para 15,5 a tendência é então a saída do ouro.


Que foi o que ocorreu na Inglaterra, toda sua prata era exportada, e para tentar impedir isso o país tentou subir o preço da prata e diminuir o preço do ouro, mas não foi suficiente pra impedir a lei de Greshan. Até que ela se viu inundada por ouro, o que junto com a Revolução Industrial, contribuiu para que esta adotasse unicamente o padrão ouro.


Apesar disso, esse sistema se manteve por causa das externalidades em rede, ou seja, um padrão monetário em comum que simplifica no comércio e a tomada de empréstimo no exterior. Dessa forma era inviável alterar esse sistema de uma hora para outra.


E além do mais, esse sistema permaneceu durante os anos 70 e 80 por que era mais fácil de fracionar as moedas para as trocas cotidianas. Antes do advento de maquinas à vapor, não era viável a adoção de um padrão que apenas levasse em circulação moedas de ouro, uma vez que estas tinham um valor muito alto em relação as trocas cotidianas, enquanto as moedas de prata tinham um valor menor. Ademais, esse sistema permitia a negociação tanto em paises que operavam com o ouro como em paises que usavam a prata (ex: India ).

Podemos ainda, citar alguns abalos que contribuíram para a queda desse sistema e a implementação do sistema de padrão unicamente baseado no ouro, como, por exemplo, a revolução industrial, que tirou o obstáculo técnico da utilização de moedas de ouro, e a guerra Franco-Prussiana, que obrigou a França, Itália, Rússia e o Império Austro- Húngaro a suspender a conversibilidade.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

China, EUA, a crise e o resto do mundo


China se industrializou através de altos fluxos de IDEs (Investimentos Diretos Externos) e altíssimos gastos do governo. Beneficiada por um câmbio altamente desvalorizado com relação ao dólar e a praticamente inexistência de leis sobre as propriedades intelectuais e patentes. A transmissão da tecnologia é obrigatória entre as empresas transnacionais e as empresas chinesas. A industria chinesa acresce a números grandiosos, a grande população gera mão de obra barata e mercado consumidor para as empresas que lá se instalam. A exportação fica facilitada devido o fato do câmbio. Os produtos chineses invadem o mundo. A exportação destrói as empresas concorrentes em outros locais, devido o preço baixo. O principal mercado comprador são os EUA. Temos com isso ao olharmos para a industria americana vemos uma forte mudança estrutural. A industria pesada ainda existe, mas hoje em patamares menores. E temos que estas empresas migram principalmente para a China.

Os Estado Unidos é o principal mercado comprador, apoiado em uma política de créditos ao consumo focado no endividamento familiar. Com isso temos um fluxo de dólar EUA à China, e um fluxo de mercadoria China à EUA. Os dólares, por sua vez, serão reinvestidos no mercado financeiro americano, ex: títulos da dívida, ações, fundos entre outras diversas possibilidades. A China cresce a sua produção com o aumento do seu parque industrial. As mercadorias são vendidas e temos um fluxo forte de dólar que faz crescer ainda mais as empresas chinesas. E observamos um endividamento da família americana. A China crescendo trás com ela os paises asiáticos, já que compram produtos secundários, produtos intermediários para composição do produto final, na sua maioria produtos eletrônicos. Aos paises periféricos agro-exportador, como o Brasil, o crescimento da China gera o crescimento das exportações matéria prima, onde o nível de industrialização dos produtos exportados é praticamente inexistente. Há uma tendência a redução do comércio entre os paises Asiático com a China, devido a grande internalização por parte da China, das empresas que vendem produtos secundários. Então o crescimento será menor. Somando a esse fato temos a redução do credito às famílias americanas que já estão altamente endividadas. Temos com isso uma redução do fluxo de mercadoria. Desta forma a redução dos chineses e o do fluxo de dólar. Afetando do crescimento mundial.

A crise atual se dá, devido o “lixo tóxico” do mercado financeiro americano. Que tem como inicio o alto consumo da sociedade americana. As ações referentes aos pacotes de cartão de créditos e hipotecas que perderam o seu valor, já que os consumidores não têm como sanar suas dívidas. Então essas ações que circulavam no mercado financeiro, em enorme quantidade, cerca de 63 trilhões de dólares, devido sua volatilidade, se ve neste período uma intensa desvalorização. Então as seguradoras do mercado financeiro, que asseguram o valor da ação para seus compradores, se vêem endividadas e sem condições de sanar as dividas, já que terão que pagar o valor da ação. Assim como aqueles que emitiram os títulos, já que temos uma queda no mercado imobiliário e as famílias americanas entregam as casas, já que não tem como pagar a hipotecas.

Então observamos o crédito sumir do mercado e a falta de dinheiro no mercado financeiro gera a famosa fuga de capitais para bens mais líquido, ainda intensificado para cobrir os enormes rombos das empresas em seus balanços. A crise passa a ser mundial devido a globalização e a intensa relação comercial EUA – CHINA – Resto do MUNDO. Os mercados financeiros de economias como o Brasil observa o alto fluxo de capital que vai volta para o centro devido às perdas gigantescas.

Hoje as medidas americanas mostram o poder do Estado americano e indo contra os princípios impostos por eles mesmos ao resto do mundo. Medidas liberais que mostram que o Estado pequeno sendo apenas regulador não é realidade. O mercado precisa de um “player”, um apoio constante e só encontra no Estado esse resguardo. A medida mais forte de estatização vista no mundo foi simplesmente o do país mais “liberal” do mundo. Acredito que chegou um excelente momento para repensarmos as formas que tomou a nossa sociedade capitalista. O capitalismo sempre terá seus períodos de crescimento e de recessão, já dizia Keynes. E o Estado deve entrar como atuante nos períodos onde o capitalista perde fôlego, ou seja, nos períodos recessivos.
Autores utilizados:
Keynes, Belluzo e Fiori

terça-feira, 26 de maio de 2009

Comparando as experiências com taxa de câmbio flutuantes que vigoraram entre 1920 a 1925, com o que vigorou a partir de 1935 na maioria dos países.



Durante a primeira metade da década de 20, o regime cambial era de flutuações relativamente limpas (via de regra, os bancos centrais não intervinha no mercado de câmbio), isto porque na primeira Grande Mundial o ouro tornou se um recurso essencial para adquirir no exterior os suprimentos necessários para alimentar a máquina bélica, antes havia livres flutuações de ouro. A partir disso, os governos impunham normas (leis).


A primeira norma é a proibição das exportações de ouro, perturbando, conseqüentemente, o processo de arbitragem no mercado de ouro, assim as taxas de câmbio começavam a flutuar.
A segunda norma é que os governos suspenderam o lastro em ouro das moedas. Admitiam moedas fiat (papel moeda sem lastro) para financiar o aumento dos gastos do governo (soldados mais equipamentos bélicos no mercado doméstico). O volume de emissão de moeda fiat e gerava variações nas taxas de câmbio dos diversos países.



Tal regime cambial durou de 1920-1925. A partir daí o padrão ouro foi restabelecido, mas se sustentou apenas até 1931. Depois da segunda metade da década de 30, vigorou as taxas de câmbio flutuantes administradas em razão da insatisfação com seu desempenho na década anterior.

Baseado em textos de:
Eichengreen e Polanyi

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Análise dos mecanismos de ajustes do balanço de pagamentos, destaque para as diferenças entre o padrão ouro de 1890-1914 com o de 1925-31.


No período entre 1890 - 1914, o padrão ouro era um modelo que estava baseado no estabelecimento de uma taxa de conversão fixa. Entre as diferentes moedas de cada país e o ouro, de modo que esse valor de troca entre a moeda e o ouro fosse constante. Dessa forma, a quantidade de moeda de um país era proporcional às reservas de ouro e as importações e exportações de ouro eram completamente livres. Criava-se, assim, um mecanismo de estabilidade de preços em longo prazo para o conjunto de países que mantivesse um preço fixo perante o ouro e funcionava como um mecanismo de contenção à expansão econômica desequilibradas, baseados no crédito. Operando no regime de padrão-ouro, o banco central de cada país mantém grande parte de seus ativos de reserva internacional sob a forma de ouro. As diferenças entre as reservas de ouro sob a propriedade de cada país refletiam, portanto, as suas necessidades comerciais. Pois, nesse padrão, os fluxos de ouro financiavam os desequilíbrios nas balanças de pagamentos de cada país. Se um país fosse deficitário em sua balança de pagamentos, isto é, se a soma de bens e serviços importados do exterior fosse superior à soma de bens e serviços exportados ao mesmo, o país deveria corrigir o déficit exportando ouro. Os países superavitários, por sua vez, tornavam-se importadores de ouro.


Se a estabilização da moeda na França em 1926 for tomada como um marco do renascimento do padrão ouro, e a desvalorização da libra pela Grã-Bretanha e 1931 como sua extinção, nesse caso o padrão ouro no período entre guerras de vigência como sistema global durante menos de cinco anos. Mesmo antes desse triste fim, superação era considerada insatisfatória. O mecanismo de ajuste era inadequado: países com a moeda fraca, como a Grã-Bretanha, sofriam déficits crônicos em seus balanços de pagamentos e uma hemorragia de ouro e reservas cambiais, ao passo que os países com moedas fortes, como a França, registravam persistentes superávits. Os ajustes nos mercados de ativos e de commodities necessários para restaurar o equilíbrio às contas externas parecia não funcionar. O estoque mundial de reservas era inadequado: ele sofreu um declínio forte em 1931, quando os bancos centrais desataram, desordenadamente, a converter suas divisas estrangeiras em ouro.

Com relação ao desemprego, no período pré-primeira guerra mundial na Inglaterra, o que acontecia era que os países situados centro do sistema (Grã-Bretanha, França e Alemanha) fazendo de tudo para defender reserva de ouro em seus bancos centrais e manter a conversibilidade da moeda, mesmo que seja necessário aumentar desemprego devido à retenção de moedas dos bancos centrais para manter a conversibilidade. Tal fato era feito através da elevação da taxa de redesconto do Banco Central. Pois a necessidade de ajuste era sinalizada por um aumento na relação entre as reservas e os meios de pagamento, uma vez que as médias de ouro saíam de circulação e entravam nos cofres dos bancos centrais. As reservas cresciam em relação aos depósitos e outra obrigação, em conseqüência da queda na atividade econômica, gerava o desemprego. Portanto, num período de pré-guerra, os países, como Inglaterra, procuraram manter suas reservas de ouro altas para conseguirem manter seus gastos bélicos durante a guerra.

domingo, 24 de maio de 2009

O papel da taxa de desconto do Banco da Inglaterra no gerenciamento do padrão ouro e no sistema financeiro Internacional entre 1890 - 1914


Baseando nos textos de Eichengreen e Aglietta

Segundo Aglietta, a taxa de desconto do Banco da Inglaterra permitir que este exercesse uma regulação precisa sobre os câmbios. Portanto, sua taxa de desconto era uma poderosa alavanca. A estabilidade das taxas de câmbio e o alinhamento das taxas de juros estrangeiras com a taxa de desconto do Banco da Inglaterra estavam ligados a crença, indefectível por parte dos operadores de todo mundo, a paridade ouro da libra esterlina.

A oferta de moeda obedecia a uma dupla influência: de um lado, as autoridades monetárias tinham que defender a paridade ouro de suas divisas; de outro, os operadores privados davam por certo que as autoridades iam defender a paridade. Nessas condições, a taxa do Banco da a Inglaterra era efetivamente a diretriz. Quando a taxa de juros interna era superior a taxa diretriz, a arbitragem de juros desencadeava a entrada de capitais que aumentavam a oferta de moeda. Quando ele inferior, a arbitragem provocava a saída de capitais que reduziam a oferta de moeda. Se derivava um desequilíbrio no mercado monetário do país, excesso de oferta de moeda no primeiro caso, excesso de demanda de moeda no segundo, que fazia variar a taxa de juros interna para alinhá-la com a taxa diretriz.

Segundo o Eichengreen, através da manipulação de sua taxa de redesconto, o Banco Central podia intervir no volume de crédito doméstico. O banco de aumentar ou reduzir a disponibilidade de crédito para restaurar o equilíbrio do balanço de pagamentos sem que fosse necessário realizar a transferência de ouro. Quando uns bancos centrais, prevendo a perdas de ouro, elevava sua taxa de redesconto, reduzindo assim o seu estoque de ativos domésticos que lhe rendia juros, ocorreria um enxugamento do volume de dinheiro no mercado. Verifica-se uma redução no volume de dinheiro em circulação e o equilíbrio externo era restaurado sem necessidade de uma saída real de ouro do país.

sábado, 23 de maio de 2009

Usando o exemplo do mecanismo de arbitragem, através do funcionamento da Lei de Gresham.


Os países que adotaram padrão bimetálico faziam o papel de ligação entre os blocos de nações que praticavam, de um lado, o padrão ouro e, de outro, o padrão prata. Essa característica permitiu sistema de arbitragem, que é a tentativa de enriquecimento através da exploração de taxas de câmbio entre diferentes países. Exemplo:

“Um interessado poderio de importar 15,5 onças de prata e levá-la para casa dando é para se cunhadas. Em seguida, poderia trocar essa moeda de prata por outra contendo uma onça de ouro. Esse ouro poderia ser exportado e trocado por 16 a onças de prata nos mercados externos (uma vez de 16 para 1 era o preço lá vigente). Essa prática de arbitragem permitia não apenas recuperar investimentos como também obter meia a onça extra de prata."
[1].

Tal movimento de metais em países com diferentes relações entre ouro e prata. Que continuou sendo incentivado enquanto houver uma relação de preços acima da proporção de sua utilização na cunhagem das respectivas moedas. Ou seja, nessa transação continuará até o momento em que a transação forneça um ganho que supere o valor do transporte e da diferença de preços dos metais entre os países. Essa realidade pode fazer com que a moeda boa seja expulsa pela moeda ruim, devido ao grande influxo do país. Como explica a Lei de Gresham.

Bibliografia:
Eichengreen,B. Padrão Ouro. A Globalização do Capital. Pág 33, parágrafo 2.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O princípio que fundamentou a unidade da moeda chave inglesa (Libra) frente à pluralidade de divisas, na visão de Aglietta.


Segundo Aglietta, o princípio que fundamenta a unidade da moeda chave inglesa frente a pluralidade de diversas foi o endividamento baseado na a assimetria de que os presidentes do país emissor são, ao mesmo tempo, devedores e credores dos não-residentes. Havia também a questão da confiança, no sentido de que os não-residentes devem ser credores seguros dos bancos emissores, que significa dizer que os credores não podiam deixar dúvidas em relação a suas intenções de conservar essas balanças líquidas no futuro; o ouro garantir a segurança.


Mas existia um sinal de fragilidade que afetava a confiança, e este sinal era dado através de indicadores estatísticos. Em 1913, todos acreditavam na libra como divisa chave. No entanto, a relação das reservas de ouro da Inglaterra e suas obrigações estrangeiras eram de 38%. A manutenção da confiança na moeda como divisa chave é baseada na seguridade de uma ordem econômica embasada na permanência dos compromissos privados, dentro e fora do país.


A moeda é o símbolo de uma civilização que exaltava a liberdade do indivíduo, a propriedade e o contrato. Assim, o ouro era, portanto, o símbolo da transcendência da ordem monetária frente às instituições estatais. Portanto, o mais importante era manter a conversibilidade do ouro, ou seja, o mais importante era preservar o valor nominal dos contratos em detrimento dos objetivos macroeconômicos.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O papel de “pára-choques" desempenhado pelo sistema financeiro da Índia durante o funcionamento do padrão ouro de 1890-1914.


A Índia desempenhou um importante papel no sistema financeiro internacional no período 1890-1914. O sistema de compensação internacional implicava que o superávit comercial da Índia com o resto do mundo e seu déficit comercial com a Inglaterra permitiu que esta equilibrasse suas compensações de sua conta corrente do balanço de pagamentos.
Além disso, a Índia e também África do Sul eram os principais fornecedores de ouro, que era absorvido pela Inglaterra. Assim, o sistema monetário indiano fornecia uma grande massa de manobra que as autoridades britânicas poderiam utilizar formas a completar suas reservas e manter Londres como centro do sistema monetário internacional.

Por sua vez, o sistema monetário norte-americano neste mesmo período, atuava como desbalanceador do Padrão Ouro, ou seja, tinha uma posição oposta à da Índia. Não havia Banco Central nos EUA para regular as atividades econômicas nesse período, o centro financeiro era de Nova York. Portanto, todo ouro existente no país não era a colocado no sistema financeiro internacional. Os agentes econômicos, através dos bancos, tinham forte tendência a entesourar, isto é, todo ouro que entrava no país era retido pelos seus possuidores.
Baseando-se em Eichengreen e Aglietta

domingo, 17 de maio de 2009

Padrão Ouro - Sistema Monetário do século XIX até a Primeira Guerra Mundial




O padrão-ouro foi o sistema monetário vigorante desde o século XIX até a Primeira Guerra Mundial e, basicamente, consistia na adoção, por parte das instituições financeiras de cada país que aderisse ao arranjo, de um preço fixo de sua moeda em relação ao ouro. Desse modo, as autoridades deveriam exigir dos bancos e demais instituições monetárias que negociassem seus passivos respeitando esse preço fixo em relação ao ouro, como forma de estabilizar a economia.Em termos internacionais, o padrão-ouro significou a adoção de um regime cambial fixo por parte de praticamente todos os grandes países comerciais de sua época. Cada país se comprometeu em fixar o valor de sua moeda em relação a uma quantidade específica de ouro, e a realizar políticas monetárias, de compra e venda de ouro, de modo a preservar tal paridade definida.


Operando no regime de padrão-ouro, o banco central de cada país mantém grande parte de seus ativos de reserva internacional sob a forma de ouro. As diferenças entre as reservas de ouro sob a propriedade de cada país refletia, portanto, as suas necessidades comerciais. Pois, nesse padrão, os fluxos de ouro financiavam os desequilíbrios nas balanças de pagamentos de cada país. Se um país fosse deficitário em sua balança de pagamentos, isto é, se a soma de bens e serviços importados do exterior fosse superior à soma de bens e serviços exportados ao mesmo, o país deveria corrigir o déficit exportando ouro. Os países superavitários, por sua vez, tornavam-se importadores de ouro.


As “regras do jogo” prevalecentes no sistema de padrão-ouro eram simples: a quantidade de reservas de ouro do país determinava, portanto, a sua oferta monetária. Se um país fosse superavitário em sua balança de pagamentos, deveria importar ouro dos países deficitários. Isso elevaria sua oferta interna de moeda, levando a uma expansão da base monetária, o que provocaria um aumento de preços que, no final das contas, tiraria competitividade de seus produtos nos mercados internacionais, freando assim, novos superávits. Já se o país fosse deficitário na balança comercial, exportaria ouro, sofreria contração monetária, seus preços internos baixariam e, no final das contas, aumentaria a competitividade de seus produtos no exterior.


Em resumo, o padrão-ouro visava uma situação de equilíbrio na economia internacional de modo que cada país mantivesse uma base monetária consistente com a paridade cambial, mantendo assim uma balança comercial equilibrada.Durante a Primeira Guerra Mundial, a maioria dos países abandonou o padrão-ouro, principalmente devido às expansões monetárias e fiscais realizadas por eles durante a guerra, as quais desequilibraram enormemente o comércio internacional.


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