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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Interior Paulista em expansão Industrial Gera Oportunidade para os Economistas


O interior do estado de São Paulo esta em franca expansão industrial. Por muito tempo a capital paulista foi considerada como o pólo da industria nacional, as oportunidades de empregos e crescimento pessoal atraíram muitos brasileiros para a metrópole paulistana. Até hoje este movimento acontece, os números mostram isso claramente, 14,6 milhões de brasileiro vieram para o sudeste, e a grande maioria se instalou na capital paulista, de acordo com as pesquisas do IBGE.

O mesmo IBGE mostra que a partir de 2006 o desenvolvimento econômico atraiu cada vez mais pessoas para região do interior paulista. O crescimento industrial atrai cada vez mais pessoas tornando uma boa opção `a capital, estas pessoas muitas vezes optam por uma melhor qualidade de vida no interior. Mas mesmo assim a região metropolitana paulista é responsável por 56,1% do PIB do Estado, seguido por Campinas 15,4%, São José dos Campos 5,2%, Sorocaba 4,7%, Santos 3,8%. Mas sozinho o interior paulista é responsável por 16% do PIB nacional. Ainda temos regiões que se destacam da agropecuária, agroindústria como o caso de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto segundo dados SEADE. Responsável por 5% do PIB estadual.

Diante das diversas oportunidades que se abrem dia a dia no interior, uma que se destaca é a possibilidade dos Economistas buscarem espaço nas cidades do interior paulista. Através de uma iniciativa do CORECON – SP criou-se o FEIP – Forca Econômica do Interior Paulista. Que incentiva junto ao governo a contratação de economistas para as prefeituras. Em uma forma de ser um braço de apoio aos projetos dos prefeitos, independentemente do partido político, auxiliando na construção de políticas que visam o desenvolvimento da região. Nos dias de hoje essas regiões estão carentes de profissionais ligados a economia. O projeto visa difundir a importância e a vantagem da prefeitura possuir um economista registrado junto ao conselho de planejamento e crescimento das cidades. Antonio Luiz de Queiroz Silva, presidente do CORECON diz: “ O interior de São Paulo tem grande potencial. O objetivo do projeto é ajudar os prefeitos que, hoje, já fazem uma boa administração, a ter uma estrutura solida para crescer e se desenvolver. Isso requer planejamento estratégico, e disso, certamente os economistas entendem muito bem.”

O perfil analítico do economista o transforma dessa forma em um “pivô” no time da prefeitura, abrindo portas para um caminho de estratégias que proporcionem uma melhoria na gestão pública municipal. Com isso temos o potencial de crescimento municipal sustentado de maneira que o crescimento seja ordenado e sustentável. O economista pode se tornar um orientador da criação do crescimento municipal, facilitando e potencializando o desenvolvimento da região.

O economista passa a ter uma oportunidade no interior de São Paulo que ha alguns anos não teriam. O fluxo pode ocorrer da seguinte forma, atraindo primeiramente estudantes e profissionais da capital que abririam as portas e assim estimulariam o crescimento de novos cursos. Já observamos esse movimento diz o presidente do CORECON, cursos de economia, administração pública estão sendo abertos no interior paulista, como é o caso de Campinas, Bauru, Ribeirão Preto entre outras cidades.

O economista vinha em baixa com a instabilidade economia brasileira assolando quase que 30 anos. Com a queda muitas faculdades e bons cursos foram fechados devido a ausência de alunos e a baixa procura do mercado por profissionais dessa área. Muitas vezes foram substituídos por Administradores, Engenheiros, Contadores. O projeto do CORECON tem em vista uma valorização da profissão, mostrando que é essencial ter um economista para analisar economicamente e planejar a administração dos recursos públicos que cada região possui.

Devemos salientar que a análise e o planejamento são funções indispensáveis para um economista, e sem esquecer que é um pensador.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Calote em Dubai transforma os países emergentes em “porto seguro” diz Financial Times.


O jornal britânico “Financial Times” trás nesta terça-feira uma reportagem dizendo que agora os países emergentes são os “portos seguros” do mercado financeiro. Os investidores buscam os títulos de países como Brasil para conseguir manter suas reservas devido a crise gerada em Dubai. De uma hora para outra inverteu uma situação já a muito tempo vista, a famosa fuga de capitais para os países desenvolvidos, desta vez os investidores quebraram a antiga regra, motivados pela suspensão de pagamentos do Emirados Árabes. O artigo trás a observação de que: ”Os títulos de países emergentes, como China e Brasil, têm visto entradas de investimentos na medida em que são considerados pelos investidores como portos seguros dada a saúde de suas finanças públicas." Desta forma observa-se uma mudança global no dinâmica da economia.

Agora os países, antes voláteis a sucessivas crises econômicas, passaram a ser o ponto de estabilidade do jogo financeiro, este movimento muito pelo fato do baixo nível de endividamento e gerenciamento econômico prudente. Combateram a crise com muito mais eficiência que as nações ricas, também muitos deles já estão em crise a décadas, esta foi apenas mais uma marolinha pra quem esta se afogando faz tempo. Sem investimentos de longo prazo, sem endividamento público, sem um estado atuante e regulador, a República das Bananas, o Brasil, agora passa a ser ponto de estabilidade. O Mercado financeiro tem memória curta mesmo, e os investidores esqueceram que aqui falta infra-estrutura básica. É só voltar algumas semanas no tempo, e relembrar das 8 horas de escuridão que assolou o Brasil. O Brasil não investe mas tem entrada de altos volumes de capital. O endividamento público é de 45% do PIB, mas e a sociedade? Está falida a décadas, leis que não tem valor, o entra e sai dos capitais, as oportunidades de crescimento poderiam ser melhores aproveitadas, mas mesmo assim comemoramos a estabilidade. Aqui na verdade nada mudou, o que mudou foi lá nos países desenvolvidos, continuamos na mesma batida a quase 30 anos. Agora ser chamado de “porto seguro”, não concordo.
Na Minha opinião: eles destruirão seus portos e tocarão fogo no próprio estaleiro. Os países emergentes com seus velhos portos de lama, pau-a-pique e geradores a gasolina foram os únicos lugares que encontraram para aportar seus transatlânticos de capital. O Brasil pode vir a crescer com esse fato, mas sem uma política pública de incentivo a indústria nacional e um plano de industrialização decente, sempre ficará nesta mesma badalada esperando que o mercado externo olhe para o Brasil e venha correndo dizendo que é um porto seguro. Também sem leis, sem regras e sem comando digno, é mesmo a República das Bananas.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Trem-Bala (TAV): Que a primeira impressão não seja a que fica!!


Já se passaram alguns anos desde o início da discussão sobre o trem que ligaria Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto atual diz que o TAV (trem de alta velocidade) sairia de Campinas, mais especificamente do novo terminal multimodal, inaugurado pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos ano passado. A partir daí, passaria por aeroportos de grande porte como Viracopos (Campinas), Guarulhos(SP) e Tom Jobim(RJ), além do Campo de Marte, em São Paulo. O trajeto poderia incluir cidades do interior, como Jundiaí, São José dos Campos e Volta Redonda. A viagem completa duraria cerca de 1h e 25 minutos e custaria de 150 a 250 reais. A idéia é de que o trem fique pronto para a Copa de 2014, que será realizada no Brasil.


Porém, faltam menos de 5 anos para a realização do evento e pouco foi decidido sobre o rumo do projeto. O governo afirma que ainda este ano será lançado o edital, com detalhes do projeto, como o estudo sobre a viabilidade. Assim, no começo de 2010 será feita a licitação, para a escolha da empresa que fará a obra. De qualquer forma, as empresas que já demonstraram interesse em realizá-la, afirmam que seria necessário 5 anos para a entrega completa do TAV. O Ministro dos transportes, Alfredo Nascimento, admitiu mês passado, que possivelmente não será possível a entrega completa até a Copa. Porém, pelo menos o trajeto Campinas - São Paulo estaria pronto e, possivelmente, parte do Rio de Janeiro.


Outra questão a ser abordada é quanto ao financiamento disponível para a empresa que ganhar a licitação. Inicialmente o BNDES seria responsável por isso, porém, hoje (dia 12 de outubro), foi publicada uma matéria no jornal Folha de S.Paulo sobre um possível financiamento por parte do Governo Federal. Isso ocorreria porque o Acordo de Basiléia II, assinado em 2004 com o objetivo de regular as instituições bancárias afim de evitar crises, impede que os bancos financiem a maior parte de um projeto, seja ele público ou não. Pelo fato do BNDES ser tratado como qualquer outro banco neste documento, não seria possível o financiamento de cerca de 20 bilhões de reais estimados no projeto.


O andamento do projeto do trem-bala expõem os problemas que o Brasil enfrentará durante o período de 2009 à 2016, no qual muitos investimentos em infra-estrutura irão ocorrer para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. A falta de organização, de planejamento é um grave problema, que pode atrasar muitas obras. Além disso, parte desses projetos pode esbarrar no excesso de burocracia existente no país. Por último, a questão do financiamento pode gerar muita discussão, já que não é necessário o uso exclusivo de dinheiro público para os financiamentos. É perfeitamente possível a criação de parcerias público-privadas, ou até mesmo a ampliação da função do BNDES nesse período.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Grande deus brasileiro do Olímpio, esbraveja e arremessa seus trovões.

Carlos Arthur Nuzman, o grande Deus do Olímpio, considerado por muitos o grande articulador do Pan-Americano e agora dos Jogos Olímpicos 2016, ocupa hoje um cargo vitalício, onde manda e desmanda. E ainda se da o direito de fazer ironia e atacar quem é contrário aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Ao ser indagado como evitariam os mesmos erros do Pan-Americano, que teve um salto de um gasto de 400 milhões iniciais para a bagatela de 5 bilhões, o Deus todo poderoso fugiu da explicação e então usou a artimanha de um bom político, atacou, esbravejou e grossamente sem responder nada terminou a conversa. E dizendo que o Pan foi transparente absoluto?? Meu Deus, transparente igual as águas da lagoa Rodrigo de Freitas.

"Se alguém no Brasil não está satisfeito com isso, ficou triste ou torceu contra, vai ter de chorar por sete anos como testemunha do maior sucesso da vida pública esportiva do País. Vai ter de se amargurar pela eternidade" lançou seus trovoes. E ainda completou "O Pan foi feito numa transparência absoluta", comentou.

O Presidente Nuzman esqueceu que existem pessoas serias e lutando para termos dignidade na política brasileira. O Sr. Todo Poderoso esqueceu do que o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os Jogos continentais mostra claramente que houve um gasto absurdo e com indícios claríssimos de super faturamento. Para sair mais uma vez da linha de frente Nuzman se esconde atrás de Deuses maiores dizendo: "O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Roger, a comissão de avaliação da entidade e os eleitores votaram por escrito que o Pan foi a razão maior, junto com os três níveis de governo, da vitória olímpica. Àqueles que não gostaram, um abraço”. Grande resposta para um homem serio e digno. Aonde vamos parar?

Nuzman Retornou da Dinamarca para participar do 8º Congresso Olímpico, e será discutidos entre tantas coisas a entrada de mais dois esportes o rúgbi e do golfe como modalidades olímpicas nos Jogos de 2016. Mas calma gente temos que nos alegrar com a proposta que o dirigente vai fazer! Ele com medo de perder seu cargo vitalício vai então mudar as regras, já que a entidade só permite que Nuzman trabalhe somente até os 70 anos, ele quer então mudar, passando para 80 anos a idade máxima. Impressionante como o homem tem medo de perder o poder. O melhor que os absurdos não param por ai!!! Tóquio avaliada como a possível melhor sede, com o melhor projeto, a melhor avaliação técnica reclamou e se posicionou contraria a vitoria do Brasil. Então os Deus Brasileiros do COI protestaram contra o Governador de Tóquio.

O que devemos fazer? Bom temos grandes jornalistas, administradores, empresários, lideres locais que sabem que seriedade, ética não é um adjetivo que podemos usar para Nuzman e seus amigos, devemos nos posicionar e não tolerar políticos e senhores de engenho que mandam e desmandam no Brasil se beneficiando de cargos vitalícios e dinheiro público, meus amigos leitores, é o nosso dinheiro que esta indo nesses Jogos Olímpicos, você acha que deve ficar quieto torcendo em casa pro Brasil ganhar 2 ou 3 medalhas de ouro.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Olimpíada 2016


Sexta-feira passada o Brasil foi escolhido como sede dos jogos olímpicos de 2016!! Com isso, o país será responsável por dois grandes eventos esportivos nos próximos 7 anos: além da própria olimpíada, a copa do mundo de 2014. Houve muita comemoração desde que as escolhas foram confirmadas e, agora, só nos resta torcer para tudo dar certo. Investimentos bilionários serão feitos em todo país durante esse período (estimam-se gastos de 30 a 40 bi de reais), principalmente no Rio de Janeiro, que receberá quase toda a estrutura para 2016.

Em um primeiro momento, parecem absurdos os gastos que serão realizados com esses eventos. Porém, como o próprio presidente Lula se pronunciou esta semana, tais gastos devem ser encarados como um investimento no país, que trará retorno durante e após esse período. Diversos países apresentaram melhoras significativas em seu PIB no ano de realização do evento e afirmam possuir retornos em várias áreas após os jogos. A Copa do Mundo de 2002, por exemplo, trouxe um acréscimo estimado de 0,6% ao PIB japonês e de 3% ao sul coreano. Um relatório elaborado pela PricewaterhouseCoopers mostra os retornos estimados em termos de geração de emprego, turismo, legado sócio-cultural para Londres, que sedia a olimpíada de 2012 (http://bit.ly/18kj79).

O Brasil pode ser muito beneficiado com a vinda dos eventos, já que existe uma necessidade (exigência) de melhoria na infraestutura do país. Aeroportos, portos, estradas, metrôs, hotéis, restaurantes devem receber grande parte dos investimentos, para melhor atender a vinda dos turistas para o país. O turismo, inclusive, deve sofrer altas significativas desde já, com as escolhas das sedes. Além disso, deve haver investimento em hospitais, serviços em geral, na segurança, tudo para que o país não seja visto com maus olhos no exterior. Além do desenvolvimento nessas áreas, diversas indústrias devem ter seu potencial produtivo aumentado: a indústria de materiais esportivos, por exemplo, deve aquecer suas vendas consideravelmente; as indústrias produtoras de insumos em geral vão ser base de todas essas reformas; a construção civil vai ser extremamente explorada. Tudo isso gera um aumento considerável nos níveis de emprego, além de um grande retorno tributário para o governo.

Mas não são só benefícios econômicos. Eventos esportivos desse porte deixam um legado esportivo, social, cultural muito grande. Os centros esportivos ou estádios construídos serão utilizados para desenvolver os atletas brasileiros e para sediar eventos internacionais em diversas modalidades. O governo deve, a partir deste ano, aprovar leis de desenvolvimento esportivo como a criação de treinos após o horário de aula nas escolas; a aprovação de maiores verbas para categorias amadoras e profissionais; o desenvolvimento de esportes não difundidos no país. Diversos locais construídos para esses eventos podem ser usados como pontos turísticos após os jogos, como feito na China, com o centro aquático, que ainda gera considerável receita com as visitas.

Porém, para que tudo isso dê certo, é necessário que haja fiscalização, planejamento (imediato) e uma boa administração após os jogos. O histórico de corrupção presente no Brasil não pode ser um empecilho para esse desenvolvimento. Além disso, parcerias privadas devem ser incentivadas, para que não haja um gasto além do necessário de dinheiro público. A visibilidade dos eventos pode facilitar muito a procura por parceiros, inclusive de patrocínio para os atletas brasileiros. Mas também pode se tornar inimiga deles, caso não haja um desenvolvimento planejado por parte do governo, como ocorreu no último Pan Americano, realizado no Rio.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Apenas um Gasto Militar?


No começo do mês, após uma reunião com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o Brasil anunciou a intenção de compra de 36 aviões de combate GIE Rafaele, produzidos pela Dessault Aviation. A notícia gerou instantâneos comentários, dentro e fora do país. Estados Unidos e Suécia reclamam da preferência pelos caças franceses, frente ao F18 da americana Boeing e o Gripen da sueca SAAB. A licitação se encerraria hoje (foi adiada para dia 02 de outubro), e por enquanto, apenas a França havia entregue uma proposta oficial.


Porém, no Brasil a repercussão é outra. O que mais circulou nos jornais do país foi o valor da aquisição: cerca de 5 bilhões de dólares!! Alguns políticos já começam a organizar um movimento para a instauração de uma CPI fiscalizadora. Críticos discutem onde esse dinheiro seria melhor investido, ou até mesmo se está ocorrendo uma corrida armamentista na América Latina.


Talvez, a falta de transparência, ou até mesmo a forma como foi dada a notícia tenha gerado toda essa propaganda negativa. O presidente Lula, por exemplo, justificou a compra dos caças como forma de defesa das recentes descobertas de petróleo na camada do pré sal, ao invés de salientar as vantagens da compra. Enquanto isso, o misnistro da defesa se preocupava em explicar que a licitação continua, e não há um acordo fechado com a França.


Por isso, seria adequada uma maior discussão sobre o assunto. Primeiramente, não é apenas um acordo de compra de novos caças, e sim a de transferência de tecnologia. O Brasil tenta a compra de 36 caças, 50 helicópteros, 4 submarinos, 1 casco para o submarino nuclear, estaleiros para construí-los, uma base para operá-los, armamento, softwarers. Tudo isso gera novos conhecimentos científicos, que em um futuro próximo pode trazer retorno: O país estará apto para a construção de caças Rafaele, e poderá vende-los para os países da América Latina; A Embraer poderá utilizar tecnologia francesa para seus novos projetos, como o KC-390, aeronave de transporte militar que já gera interesse da própria França, na aquisição de 10 unidades. Sendo assim, fica aberta a discussão, quais os prós e contras nessa história? Será que as críticas estão sendo feitas tomando todos os argumentos como base?