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segunda-feira, 24 de maio de 2010

PARQUE PATRIMONIAL - Um Modelo de econômico para proteger e sustentar uma região.




Paisagens Culturais: O Parque Patrimonial, como instrumento para reavaliação e revitalização territorial

Transformar um território destruído historicamente por atividades produtivas (industriais, extrativistas, etc.), valorizando e defendendo seu patrimônio cultural, e assim promover o desenvolvimento sustentável da região, aumentando a economia local.
Estimulando novas parcerias público-privadas para novas oportunidades de investimentos, através de um turismo que enfatiza os aspectos culturais, históricos, artísticos e principalmente os aspectos naturais de uma região.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Um modelo econômico de desenvolvimento do turismo sustentável para uma região de preservação ambiental



Obra Pioneira

Nova Era - Para o desenvolvimento turístico sustentável de uma região que conta com um patrimônio ambiental e cultural mais rico do Estado do Rio de Janeiro.

"Para fazer mudanças não é preciso buscar novas paisagens, basta apenas olhar com novos olhos" (PROUST, 2007)

quarta-feira, 17 de março de 2010

O Futuro do Meio Ambiente


O Futuro do Meio Ambiente
Por Lester Brown

A questão não é lucrar menos, mas como construir uma economia em que o progresso econômico possa continuar. Se olharmos para o mundo gora, como fazemos ao editar o relatório "Estado do Mundo" – o que fazemos ‚ um check-up anual da Terra, o mesmo check-up que você faz quando vai ao médico. O que vemos nos 17 anos em que editamos o relatório ‚ que, a cada ano, a saúde do paciente deteriora.

Vemos os sinais da deterioração, florestas desaparecendo, a pesca está acabando, espécies desaparecendo, o nível do mar subindo, crescimento populacional contínuo, erosão do solo, a vegetação morrendo. E a lista continua. E sabemos que se essa tendência continuar, os sistemas de suporte econômico irão... Se a deterioração continuar, a economia também vai piorar. Hoje, estudamos sítios arqueológicos de antigas civilizações que seguiram uma rota econômica ambientalmente insustentável. No Oriente Médio, a antiga civilização da Mesopotâmia, a mais avançada ‚ - eles inventaram a escrita, tinham a linguagem escrita, deviam tratar aquilo como tratamos a Internet, as primeiras cidades bem projetadas - era uma civilização avançada, baseada na irrigação. Mas eles cometeram um erro no sistema de irrigação, eles não o projetaram para evitar a elevação dos lençóis freáticos. Isso resultou na inundação e no salgamento das terras, e o suprimento de alimentos começou a cair. Hoje, a região onde esta civilização prosperou é um deserto. Podemos pensar em outras civilizações: os maias, na América Central, onde agora fica a planície da Guatemala. Havia mais gente lá no ano 900 do que há atualmente. Uma civilização florescente que se acabou, aparentemente devido ao desflorestamento e erosão do solo. Há outros exemplos. A história ‚ é bem clara. Se começarmos a destruir os sistemas de suporte ambiental, quer sejam eles sistemas de irrigação, florestas ou solo, teremos problemas. Outro exemplo dramático‚ o norte da África. O norte da África já foi o celeiro de Roma.

Os romanos comiam o trigo produzido lá. Foi uma grande região fornecedora de alimentos. E devia ter um solo altamente fértil, considerando a tecnologia disponível na época. Hoje é um grande deserto. Não é mais um celeiro para o mundo. Esta é uma das responsabilidades do governo. Historicamente, quando a economia global era muito pequena, comparada com o tamanho da Terra, o crescimento era bom. Não havia problemas.

Mas quando chegamos perto dos limites, das florestas, da pesca, dos solos, recursos hídricos, então temos de replanejar o sistema. O governo deve desempenhar um papel importante. Nós achamos que o instrumento político mais importante que os governos têm para reestruturar na economia - por exemplo, para reduzir as emissões de carbono - é reestruturar o sistema tributário. Hoje, o governo tributa fortemente a renda. A renda das pessoas e das empresas. Mas não se deve taxar tudo indiscriminadamente. As pessoas devem trabalhar, elas devem economizar, as empresas devem ganhar dinheiro. O que não queremos são atividades ambientalmente destrutivas. Emissão de gás carbônico, que afeta o clima da Terra, o descarte de lixo tóxico, geração de lixo, destruição de florestas, destruição de espécies animais e vegetais, da diversidade biológica do planeta.

Precisamos reestruturar o sistema tributário. Vamos taxar atividades ambientalmente destrutivas, desencorajando-as,e encorajar atividades ambientalmente construtivas. Você esta certo; empresas individualmente, por si mesmas, não conseguem criar uma resposta eficaz. O governo tem de estar envolvido. Mas as empresas e os indivíduos, como eu e você, podem ajudar o governo a realizar essas mudanças. A questão não é‚ o quanto consumimos, mas como produzimos o que consumimos. Posso dar vários exemplos. Este é um exemplo de fora da comunidade ambiental.

Nos EUA, em Atlanta, Geórgia, há um grande fabricante de carpetes. Ele produz carpetes para uso comercial, não residencial, para escritórios e sedes de corporações. O dono dessa empresa de carpetes - que tem fábricas em 9 países e vende em mais de 100 passes‚ uma enorme empresa - ele começou a se preocupar com questões ambientais, e pensou: "O que posso fazer, na minha empresa, para mudar o sistema, para torna-la ambientalmente sustentável, para criar um sistema econômico que permita que o progresso econômico continue?" Ele disse: "não venderemos o carpete. Venderemos o serviço. Uma empresa nos contratar para acarpetar seus escritórios. Digamos, por 10 anos. Nós faremos a manutenção. Se o carpete se desgastar, nós o trocaremos. Mas o carpete deve voltar para a fábrica. Quer ele seja de nilon, poliester, ele ser decomposto, reprocessado, refeito, e voltar a forrar um outro chão". Essa mudança elimina a necessidade da matéria-prima, pois sempre se usa o carpete no sistema. E nada vai para o lixo, não há desperdício. Ele achou um modo de fechar o ciclo.
Assim, não é uma questão de usarmos o carpete, mas de como fabricamos o carpete que usamos. Podemos acarpetar casas por toda parte, não importa, com carpetes muito bons. Se o fizermos de um modo ambientalmente sustentável. E o que ele fez por essa economia – e seu objetivo ‚ não perder uma única molécula do carpete -‚ que ele fechou o ciclo. Fica tudo dentro do ciclo. Basicamente ‚ nisso que temos de pensar, em como fazer isso para a economia global. Como reestruturá -la para atender nossas necessidades, mas sem agirmos de maneira autodestrutiva no processo, como acontece atualmente. Continuaria sendo a produção, mas utilizando materiais reciclados, não matéria-prima virgem. Pode haver um uso maior da mão-de-obra, porque muitas indústrias voltadas para a reciclagem usam mais mão-de-obra e menos matéria-prima do que as que temos atualmente. Um dos motivos pelos quais o atual governo alemão estão reestruturando seu sistema tributário, reduzindo o imposto de renda e aumentando o imposto energético, para aumentar a eficácia energética da economia e para estimular a criação de fontes de energia alternativas como a energia eólica, que esta se tornando importante no norte da Alemanha.

A economia ambientalmente sustentável, que podemos ver, sabemos como ‚ podemos descrever com detalhes‚ voltada para maior uso de mão-de-obra. E também ‚ uma grande oportunidade de investimento.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O Lobby contra os motores Flex pode manchar imagem da Toyota


O motor Flex surgiu como um grande aliado do meio ambiente e ainda uma saída mais viável que algumas opções como o motor elétrico, e os defensores dessa linha flex torcem para que seja disseminado no mundo inteiro. Mas a notícia que a Toyota promove boicote aos veículos flex nos Estados Unidos foi um espanto por parte dos defensores do motor.

A Toyota com essa atitude mostrou ser antagônica nas suas escolhas acredita Alfrred Szwarc, Consultor de ETU (Emissões e Tecnologia da Única, entidade que representa as usinas de álcool. Uma vez que no Brasil o carro Corolla (Sedã médio) FLEX é líder de venda. Atingindo 54,6 mil unidades vendidas. Mas, esta atitude mostra também que a Toyota está trabalhando por setores. Mas notamos que há uma relutância da Toyota em trabalhar com os motores Flex. A resposta para essa atitude é que ela vêem apostando nos motores híbridos, entretanto o etanol é compatível a essa tecnologia que eles apostam.

Nos Estados Unidos o carro flex é conhecido como E85, devido a mistura de etanol e gasolina que são respectivamente 85% e 15%, sendo necessária essa mistura devido o inverno. O carro Flex ainda não atingiu 8 milhões de unidades vendidas. Grande reclamação é a falta de postos que possuam a mistura.

O lobby contra os motores flex é um grande obstáculo para o Brasil vir a exportar etanol, mas não é intransponível, pensa Szware. Ressalta ainda que o próprio governo americano estabelecesse uma meta interessante que é: até 2012, 50% dos carros vendidos terão que ser flex, e até 2018 atingir 80%.

A queda da venda de etanol para os EUA vem caindo, devido o investimento local em etanol a base de milho. Os investimentos são altos e com isso a uma melhora na capacidade de produção de etanol dos EUA. Isso gera um aumento da produtividade dos americanos.

A Toyota, através do seu porta-voz afirma que a montadora nunca se opôs ao carro flex no Brasil. Mas ela acredita que “ter o carro certo, com a tecnologia certa para cada país”. Sempre observando os custos benefícios e a viabilidade do projeto.

O grande problema agora não é dizer que aposta em carros híbridos ou que cada país ela atua diferente. Com o mundo globalizado e a informação cada vez mais curta e veloz, com certeza manchou a imagem da Toyota em muitos lugares. Ainda mais em um momento que todos estão falando em meio ambiente, proteção do planeta, sustentabilidade econômica, diminuição da emissão de gás carbônico, ir contra algumas soluções pode transmitir uma imagem errada e ainda gerar oportunidades de retaliações via propaganda dos concorrentes. A Toyota abriu a guarda e pode sofrer um ataque, se bem trabalhado pelos concorrentes, pode sair bem mais indigesto do que imaginava.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

TeamEarth



Este post e o anterior são dois videos institucionais referentes as duas ONGS que apoiamos. Voltamos aos post normais essa semana. Obrigado!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

5ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas


Antes de falar da conferência de Copenhague, gostaria de dividir com os demais leitores do blog! Este texto foi retirado da “Scientific American Brasil”.

Energia e Civilização” por Ulisses Capozzoli

“Até recentemente, talvez por tradição, boa parte dos economistas costumava lamentar o fato de o petróleo ser um recurso finito. A verdade, no entanto, é que se fosse infinito seria ainda pior. Desde meados do século 19, por arte, entre outros, de um físico-químico absolutamente genial, o sueco Svante Arrhenius, sabe-se que o dióxido de carbono é capaz de reter calor atmosférico e, em conseqüência disso, sua maior concentração produziria inevitavelmente elevação das temperaturas globais.

Da mesma forma que sobrevive na Inglaterra uma Sociedade da Terra Plana, gente que duvida da esfericidade do planeta, ha quem ainda pretenda interpretar o aquecimento indiscutível da Terra como fenômeno natural, com o argumento de que isso já ocorreu no passado.

Ocorreu, de fato, mas ao longo de um largo período de tempo e não da forma tão rápida e impactante como acontece agora, é isso que faz toda a diferença.

O efeito estufa, com impacto direto nas mudanças climáticas, caminha rapidamente para se tornar o maior desastre ambiental da história da civilização. Antes disso, cometemos tolices como a destruição do mar de Aral.

A justificativa, que acabou na morte desse mar, foi razoável a princípio: o desvio de dois rios que o alimentavam para aumentar a produção de algodão na ex-União Soviética. As conseqüências, no entanto, hoje custam caro em termos de saúde pública, devastação ambiental e uma diversidade de outros impactos sociais negativos.

No caso do petróleo, identificado como o recurso que sustentou a Segunda Revolução Industrial, com o motor a explosão (a primeira foi assegurada pelo carvão qua abasteceu a maquina a vapor), tanto sua finitude como inviabilidade ambiental sugerem que seu reinado sujo chegou ao fim.

Mas chegou ao fim antes que alternativas a altura estivessem disponíveis para assegurar qualidade de vida a que se habituou a maior parte da população. Ao menos no que ficou conhecido como Ocidente, eufemismo para se referir a Europa e Estados Unidos, deste lado do mundo que compartilhamos.

O que temos pela frente, neste momento, é literalmente uma corrida contra o tempo no esforço de minimizar a deterioração ambiental que ameaça com uma regressão na historia, algo que, antes disso, só se costumava atribuir a um conflito nuclear, ou ao impacto de um bólido celeste: um cometa ou asteróide.

Energia, neste momento, é a palavra que expressa preocupação em boa parte das línguas faladas na Terra. E energia alternativa é o sonho que, aos poucos e a custos, começa a se tornar realidade aqui e ali, refazendo as feições do planeta. Cidades reconstruídas, desperdícios reconsiderados, sistemas energeticamente eficientes e em harmonia com a natureza. Exploração quase reverenciada de fontes que vão das ondas do mar ao fluxo dos ventos, passando pela energia das mares e retorno a energia nuclear, antes identificada apenas com o horror das bombas atômicas. O Grande projeto, em articulação com as fontes alternativas, é a fusão nuclear, a construção e exploração energética de um pequeno sol.”


Este texto traz um tema dos temas que esta em pauta das discussões no mundo. Acontece essa semana em Copenhague, capital da Dinamarca, a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e a 5ª Reunião dos Signatários do Protocolo de Kyoto. Reuniram 192 países participam do encontro que durará 12 dias.O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, em seu discurso afirmou que o aquecimento global é mais grave a cada dia e já afeta diversos países. Ele espera que os países participantes da reunião deixem de lado as divergências e transformem seus discursos em ações enérgicas, e chegar em um acordo efetivo, transitável e admissível a todas as partes.

O secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, Yvo De Boer, pediu em seu discurso para que os países tornem reais os resultados já apreendidos em trabalhos anteriores.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Apagão - Problema Estrutural


Na última terça feira, 10 de novembro, ocorreu um dos maiores apagões da história do país. O Governo Federal afirmou hoje, que um curto circuito na Usina de Itaipu (que pode ter sido causado pelas fortes chuvas, raios e a mudanças climáticas) tenha gerado todo o problema. Fato é que 18 estados brasileiros ficaram sem energia, além de parte do Paraguai, o que acarretou em problemas como: dificuldade no abastecimento de água; falta de sinal de internet e celular; prejuízos no comércio devido a falta de máquinas de cartão de crédito ou até mesmo perda de produtos; queima de aparelhos eletrônicos, entre outros. Possivelmente o problema em Itaipu tenha sido algo isolado, como afirma o Governo, porém, não se pode negar que o Brasil possui completa falta de infra estrutura no que se diz respeito à geração e transmissão de energia elétrica.

Há décadas se discute o rumo que a geração de energia deve tomar, principalmente após o Apagão ocorrido no início do século. Esse, que teve natureza completamente distinta, já que foi gerado pelo baixo nível de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. O fato fez com que houvesse um racionamento no uso da eletricidade, até que os níveis voltassem ao normal. Os dois apagões mostram como o país é dependente da energia hidrelétrica. Teoricamente essa dependência não é ruim, já que o Brasil possui a maior quantidade de recursos hídricos do mundo. O problema está no fato de utilizarmos apenas 25% desse potencial. Por que não se investe mais nisso? Um dos grandes problemas enfrentados pelos projetos atuais, como o do Rio Madeira é a questão ambiental. A construção de usinas hidrelétricas acarreta em alagamentos de grandes áreas que servirão de reservatórios. Isso destrói a fauna e a flora dos locais, além de mudar o fluxo de rios. Para superar esse empecilho, deveria ser feita uma maior aproximação entre governo e ambientalistas, a fim de melhorar os projetos existentes, para que seja possível a construção de novas usinas, mesmo que possuam potencias menores do que os previstos.

Outras alternativas já foram discutidas no debate. O investimento em usinas termoelétricas, nucleares ou até mesmo em energia eólica pode ser uma alternativa para o país. Porém, todas essas esbarram em problemas. As usinas termoelétricas, por exemplo, apesar de possuírem um custo de construção mais baixo que os da hidrelétrica, trazem altos gastos de operação. Outro problema é que esse tipo de usina funciona a partir da queima de combustíveis, principalmente do gás natural. Além de emitir gases poluentes, atualmente há um problema na obtenção do gás. A Bolívia, que era nossa maior fornecedora, nacionalizou as empresas responsáveis por isso e tem restringido a exportação, além de ter aumentado o preço. A Petrobrás não consegue suprir sozinha a demanda, caso haja a ativação das usinas já existentes ou até mesmo a ampliação delas. Somado a isso, o custo para o consumidor desse tipo de energia é muito maior que o anterior.

A energia nuclear é a mais polêmica do debate, já que gera resíduos tóxicos provenientes do urânio (base do funcionamento). No Brasil existem 2 usinas, Angra I e II, além do projeto de construção de Angra III. Na Europa, esse tipo de energia é muito utilizado, devido inclusive à falta do potencial hidráulico, mas no país, Angra II por exemplo, não produz energia suficiente para abastecer nem a cidade do Rio de Janeiro. Existe um alto custo de implementação e geração de energia nuclear, isso encarece o preço passado ao consumidor também. Especialistas apontam o abandono dessa técnica, citando a Europa como exemplo, que só possui um reator em desenvolvimento. Outra alternativa é a energia eólica, que nada mais é que a geração de energia através do movimento de pás pelo vento. O Brasil produz esse material e o exporta inclusive, porém ele é feito para os padrões de ventos do hemisfério norte. Os problemas desse projeto é que ele tem baixa capacidade de geração e o material é de difícil transporte. Porém, já existem projetos mais modernos nesse sentido.

Concluindo, o Brasil precisa investir no aumento da capacidade de geração energética, já que hoje dependemos da quantidade de chuvas para o preenchimento dos reservatórios. Se obtivermos um crescimento econômico somado a falta de chuvas, com certeza haverão outros apagões. Porém, para que isso seja feito são necessários bons projetos, melhor política de relacionamento com ambientalistas e especialistas na área, para que não seja gasto dinheiro desnecessário, como ocorreu na construção de Angra II.

Para saber mais sobre o assunto, leia o artigo de Luiz Pinguelli, no Scielo:

sábado, 7 de novembro de 2009

Etanol, o combustível do futuro! Talvez não.


Parece que o Brasil está, mais uma vez, desistindo de seus programas de energia renovável. Em tentativa anterior, com a baixa dos preços do petróleo, o programa idealizado com a nomenclatura de Proálcool foi deixado de lado na década de 80. Apesar de ter existido uma nova propulsão nos últimos anos, a retomada da utilização do álcool hidratado como combustível alternativo a gasolina (fóssil e derivado do petróleo) parece estar sendo deixada mais uma vez de lado direcionando todos os esforços para o pré-sal.

O Brasil se tornou pioneiro na utilização de combustíveis alternativos e em grande escala do mundo. Atualmente a maior parte da frota oferecida de automóveis, por exemplo, são da categoria FLEX (bi-combustíveis), deixando a critério de seus usuários a escolha na hora do abastecimento. Ainda assim, o que se observa nas revendas de combustível é um usuário dividido na escolha. Muitos ainda não deixaram de abastecer seus automóveis com gasolina, o que gera a grande dúvida: será que este realmente seria um substituto perfeito da gasolina?

Recentemente, parei para discutir sobre formas alternativas de energia e foi então que me deparei com um problema antes não me atentado. O crescimento das frotas no mundo. Imaginemos por exemplo a China e seus milhares de carros que entram em circulação anualmente. Serão que teríamos plantações de cana de açúcar, beterraba, milho, suficientes para suprir a demanda destes usuários sedentos para utilizarem seus veículos movidos a etanol?

Claro, seria um equívoco incorrer no mesmo erro que Malthos e acreditar que a população de automóveis cresce em progressão geométrica enquanto a produção agrícola em progressão aritmética. Mais ainda assim, este não me parece uma forma alternativa em longo prazo, mais sim, um complemento a formas alternativas.

No Brasil, outros programas como o biodiesel foram criados. Ainda que, como o ex-presidente Fernando Henrique discursou na "Conferência de São Paulo", "o biodiesel hoje é alguma coisa arqueológica”. Devemos sim retomar este programa, assim como realizar outros. Talvez o enforque não deva ser dado no fim das cadeias, como tradicionalmente, o Brasil, insiste em fazer com vários outros setores, mais sim no inicio.

Por que não investir em projetos que foquem, por exemplo, na construção de motores alternativos ao de combustão. Ainda que pareça uma idéia maluca, seria interessante termos um novo projeto dominante neste setor. Ou ainda, se este for um investimento custoso, por que não vamos atrás da utilização de gastos energéticos dispendiosos. Já pensaram, por exemplo, em estrada ecologicamente correta?

http://www.yankodesign.com/2009/11/04/welcome-blocks-of-power/

Este é apenas um projeto que me mostraram na internet. Assim, como este existem alguns outros que buscam alternativas energéticas no mundo.

Enfim, resumindo o que tento dizer é não podemos ter plena confiança em que o etanol irá resolver os problemas substituindo os combustíveis fósseis do mundo. Além disso, este poderá ser o caminho errado a se seguir. Talvez, com foco em outras tecnologias possamos melhorar os problemas globais. Porém, este pode ser em curto prazo um grande trunfo da humanidade em seu esforço tanto para a natureza como para as economias. Não podemos deixar de lado este programa, ou o do biodiesel, ou qualquer outro que venha a aparecer em decorrência às descobertas do pré-sal. A idéia de novas fontes energéticas devem sempre ser considerada, e aproveitando a pré disposição natural da qual o Brasil, um país em proporções continentais, possui, devemos explorar ao máximo sua utilização de forma racional e inteligente.


Gostou? Que tal valorizar nosso trabalho?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Economia ou Meio Ambiente? Qual caminho devemos seguir?



Um tema que tem repercutido constantemente é o meio ambiente. Obviamente a discussão sobre o tema deve existir. O modo como o capitalismo se desenvolveu e ainda se desenvolve, desperta o lado egoísta dos agentes econômicos: o de sempre buscar mais. Isso torna o modelo de consumo vigente destrutivo e desenfreado. Desde os primeiros pensadores econômicos – ortodoxos – existe a idéia de que sempre se é preferível obter uma cesta com a maior quantidade de bens de consumo (princípio da não saciedade).

Tomemos como exemplo deste consumo desenfreado um gigante acordado nesses últimos anos: a China. No último dia 13, Marcílio Souza nos trouxa dados assustadores sobre o mercado automobilístico chinês. Pasmem, a venda de carros para passeio - e aqui reafirmo a palavra passeio! - cresceu cerca de 83% no mês de setembro deste ano se comparado ao mesmo mês do ano anterior, que significa um aumento por volta de 1 milhão de automóveis em circulação (quase 3/4 da totalidade da população de Estônia, com 1.3 milhões de habitantes*. Isto é o exemplo de sustentabilidade que devemos seguir? Sem dúvidas, a resposta é não.


Porém, uma grande questão se coloca: como limitar a destruição dos recursos naturais sem interferir no crescimento das economias? Em resposta a isto podemos encaixar o estudo e análise sobre governança econômica, ganhador do prêmio Nobel de Economia - por Elinor Ostrom e Oliver Williamson. Este mostrou que decisões tomadas pelos indivíduos, em paralelo aos grandes acordos internacionais, já são de grande ajuda para evitar os problemas aparentes de hoje, como o aquecimento global. Como a própria ganhadora do prêmio defende, "os usuários do recurso (naturais) freqüentemente desenvolvem mecanismos sofisticados para tomadas de decisões e cumprimento das regras para lidar com conflitos de interesse" quando colocadas imposições aos mesmos.


Por este motivo, ações não somente globais devem ser geradas. Uma necessidade maior (em todos os países do mundo) de ações regulatórias deve ser levada em consideração. Como colocado pelo Nobel, o consciente coletivo somente será alcançado após a conscientização individual. Partir de um pensamento egoísta de que "não posso mudar o mundo sozinho" está somente retardando um processo que será necessário de modo brusco no futuro, caso nada seja feito deste já. Um bom começo é repensar o que consumimos individualmente, como colocado por Gustavo Ferrara em seu texto
Consumo sustentável.


Acredito que não devemos parar a evolução do ser humano. Seria um equívoco, afinal somos o topo da cadeia evolutiva, porém devemos pensar em como evoluir de modo a não destruir tudo e todos a nossa volta. A evolução deve ser parte do processo de vida dos homens, ainda assim, deve ser feito de modo menos agressivo a todos, não somente a natureza que sofre e vemos seus reflexo dos mais diversos modos (principalmente por mudanças climáticas), como também o próprio homem sente esses resultados (por meio de problemas de saúde, por exemplo).


Em suma, o tema meio ambiente x desenvolvimento econômico sempre deve estar em pauta. Claramente não quero me posicionar como ambientalista a fim de promover o radicalismo de deixarmos de lado nossos interesses para salvar o planeta. Seria uma hipocrisia de minha parte se estivesse aqui fazendo isto, como acredito que muitos grupos radicais o fazem. Vivo e sou fruto de uma economia capitalista, porém acredito que com a ajuda de todos, o coletivo pode ser melhorado. Não precisamos parar a evolução para salvar o meio ambiente, precisamos sim é encontrar outras maneiras de continuar nosso processo sem nos autodestruirmos. Para isso, contamos com a maior capacidade do ser humano: o raciocínio. Este, se utilizado de forma sábia e concisa, pode acarretar em resultados bem sucedidos para todos, como defende a ganhadora do Nobel citado acima.



*dados do censo de 2000.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Consumo sustentável

Hoje a palavra que está na moda é sustentabilidade. O conceito é aplicado em diversos segmentos e muitas vezes não tem exatamente o mesmo significado. Hoje vamos conversar sobre: Consumo sustentável. Esse termo passou a ser desenvolvido a partir da divulgação da Agenda 21, que foi o documento produzido pela Conferencia das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro em 1992. O foco desta Agenda 21, era mostrar quais são as principais ações que os governos poderiam tomar para assim aliar o crescimento do país levando em consideração o equilíbrio do meio ambiente. Os principais temas relatados são os seguintes: mudanças de padrões de consumo, manejo ambiental dos resíduos sólidos e saneamento e abordam ainda o fortalecimento do papel do comércio e da indústria.

O foco principal e o grande desafio é repensar o uso do lixo, reciclando boa parte, adotar um novo estilo de vida com padrões de consumo diferentes, sendo isso uma tarefa de toda a sociedade. Então o consumo sustentável é você consumir produtos que formam um ciclo sustentável, sendo esse ciclo com começo, meio e fim, ou seja que volte a estaca zero ou ainda melhor que beneficie o meio ambiente. Sendo que temos que lembrar que deve analisar a sustentabilidade nos seguintes pontos: Político, Social, Ecológico e sem esquecer do econômico. Muito se diz, se aperfeiçoa e é adotado, mas muita coisa que foi criada, sem incentivos fiscais e políticos não andam para frente simplesmente porque não trará um retorno para o investidor. Pensando assim o investidor só ira desprender recursos se houver um aumento de procura e o mercado se mostrar apto a tal investimento.

Vamos pensar agora no que nós consumidores podemos ajudar: Pare para pensar em ações a favor do meio ambiente? Mude seus hábitos e maneiras de consumir torne-se preocupado, pergunte-se se isso vai trazer beneficio a sociedade? Utilize a água e a luz de maneira consciente? Você se preocupa com o destino do lixo, na reciclagem o tempo inteiro? Ao comprar compra consciente? Você adquire realmente o que precisa, ou é facilmente influenciável por publicidades, atos compulsivos? Ao preparar a comida, sempre tem sobra que vai para geladeira? E se sobra o que faz? Você tem consciência, ou já parou para pensar que se não fizer isso, os recursos naturais estão sendo consumido ferozmente e o Planeta já mostrou respostas a esse consumo desenfreado. Já parou para pensar que a vida esta comprometida e gerações futuras não terão os recurso que tivemos? E ainda pensando agora no seu bolso já percebeu que esse consumismo bestializado tem forte impacto sobre seu bolso?

Se você acha complicado e nem quer tentar, que o problema não é seu, é melhor então se informar e pelo menos tomar um lado, posicionar frente a esse novo desafio dos seres humanos, tornar o que criou mais domesticado, pois o capitalismo como hoje esta desenfreado só esta nos extinguindo. Olhe para a história como é o caso das Ilhas de Páscoa, que foram extintos pelos seus próprios atos. Se você reclama tanto da piora da vida, dos absurdos que temos hoje, que era diferente a anos atrás, pense em uma coisa antes de reclamar pergunte-se: “O que estou fazendo para melhorar?”. Se não sabe ou não faz nada é melhor então se informar. E o pior de tudo que o ser humano é o único animal desse planeta que se autodestrói, e muitos estão sentados na frente de um computador, deixando de viver comendo rosquinhas e tomando seu cafezinho, esquecendo que a vida é única e que pode realmente ajudar com pequenos atos e transformar o planeta habitável novamente.



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