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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Análise dos mecanismos de ajustes do balanço de pagamentos, destaque para as diferenças entre o padrão ouro de 1890-1914 com o de 1925-31.


No período entre 1890 - 1914, o padrão ouro era um modelo que estava baseado no estabelecimento de uma taxa de conversão fixa. Entre as diferentes moedas de cada país e o ouro, de modo que esse valor de troca entre a moeda e o ouro fosse constante. Dessa forma, a quantidade de moeda de um país era proporcional às reservas de ouro e as importações e exportações de ouro eram completamente livres. Criava-se, assim, um mecanismo de estabilidade de preços em longo prazo para o conjunto de países que mantivesse um preço fixo perante o ouro e funcionava como um mecanismo de contenção à expansão econômica desequilibradas, baseados no crédito. Operando no regime de padrão-ouro, o banco central de cada país mantém grande parte de seus ativos de reserva internacional sob a forma de ouro. As diferenças entre as reservas de ouro sob a propriedade de cada país refletiam, portanto, as suas necessidades comerciais. Pois, nesse padrão, os fluxos de ouro financiavam os desequilíbrios nas balanças de pagamentos de cada país. Se um país fosse deficitário em sua balança de pagamentos, isto é, se a soma de bens e serviços importados do exterior fosse superior à soma de bens e serviços exportados ao mesmo, o país deveria corrigir o déficit exportando ouro. Os países superavitários, por sua vez, tornavam-se importadores de ouro.


Se a estabilização da moeda na França em 1926 for tomada como um marco do renascimento do padrão ouro, e a desvalorização da libra pela Grã-Bretanha e 1931 como sua extinção, nesse caso o padrão ouro no período entre guerras de vigência como sistema global durante menos de cinco anos. Mesmo antes desse triste fim, superação era considerada insatisfatória. O mecanismo de ajuste era inadequado: países com a moeda fraca, como a Grã-Bretanha, sofriam déficits crônicos em seus balanços de pagamentos e uma hemorragia de ouro e reservas cambiais, ao passo que os países com moedas fortes, como a França, registravam persistentes superávits. Os ajustes nos mercados de ativos e de commodities necessários para restaurar o equilíbrio às contas externas parecia não funcionar. O estoque mundial de reservas era inadequado: ele sofreu um declínio forte em 1931, quando os bancos centrais desataram, desordenadamente, a converter suas divisas estrangeiras em ouro.

Com relação ao desemprego, no período pré-primeira guerra mundial na Inglaterra, o que acontecia era que os países situados centro do sistema (Grã-Bretanha, França e Alemanha) fazendo de tudo para defender reserva de ouro em seus bancos centrais e manter a conversibilidade da moeda, mesmo que seja necessário aumentar desemprego devido à retenção de moedas dos bancos centrais para manter a conversibilidade. Tal fato era feito através da elevação da taxa de redesconto do Banco Central. Pois a necessidade de ajuste era sinalizada por um aumento na relação entre as reservas e os meios de pagamento, uma vez que as médias de ouro saíam de circulação e entravam nos cofres dos bancos centrais. As reservas cresciam em relação aos depósitos e outra obrigação, em conseqüência da queda na atividade econômica, gerava o desemprego. Portanto, num período de pré-guerra, os países, como Inglaterra, procuraram manter suas reservas de ouro altas para conseguirem manter seus gastos bélicos durante a guerra.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O princípio que fundamentou a unidade da moeda chave inglesa (Libra) frente à pluralidade de divisas, na visão de Aglietta.


Segundo Aglietta, o princípio que fundamenta a unidade da moeda chave inglesa frente a pluralidade de diversas foi o endividamento baseado na a assimetria de que os presidentes do país emissor são, ao mesmo tempo, devedores e credores dos não-residentes. Havia também a questão da confiança, no sentido de que os não-residentes devem ser credores seguros dos bancos emissores, que significa dizer que os credores não podiam deixar dúvidas em relação a suas intenções de conservar essas balanças líquidas no futuro; o ouro garantir a segurança.


Mas existia um sinal de fragilidade que afetava a confiança, e este sinal era dado através de indicadores estatísticos. Em 1913, todos acreditavam na libra como divisa chave. No entanto, a relação das reservas de ouro da Inglaterra e suas obrigações estrangeiras eram de 38%. A manutenção da confiança na moeda como divisa chave é baseada na seguridade de uma ordem econômica embasada na permanência dos compromissos privados, dentro e fora do país.


A moeda é o símbolo de uma civilização que exaltava a liberdade do indivíduo, a propriedade e o contrato. Assim, o ouro era, portanto, o símbolo da transcendência da ordem monetária frente às instituições estatais. Portanto, o mais importante era manter a conversibilidade do ouro, ou seja, o mais importante era preservar o valor nominal dos contratos em detrimento dos objetivos macroeconômicos.