segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Entrevista clássica - Milton Friedman - 2/3

Segunda parte da entrevista com Milton Friedman.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Entrevista com Luiz Gonzaga Belluzzo - Crise Econômica


Recentemente, o senhor afirmou que o capitalismo passa por seu momento mais frágil desde o pós-guerra. A crise que se desenhou foi grave assim?

É grave e não podemos brincar com ela. A forma acelerada como o emprego encolheu no mundo e o volume ao mercado financeiro que vimos foi inédito no pós-guerra. O governo da Inglaterra anunciou que vai dar seguros para quem tem hipoteca imobiliária a fim de garantir que os donos das casas possam permanecer em seus imóveis. Então, com todos estes fatores no cenário, não há porque subestimar o tamanho da crise. Quem entende do assunto montou um pacote de intervenções sem paralelos. Os bancos comerciais com medo de emprestar as indústrias e, agora, o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) avalia fazer empréstimo diretamente as empresas a fim de evitar um colapso da economia.
Portanto, não dá para ficar especulando sobre quando a crise vai passar. Pode até ser que passe rápido, mas somente se os governos nacionais agirem com vigor, intervindo na economia. Neste momento, os únicos agentes que podem intervir para evitar uma catástrofes são os governos.

Os instrumentos dos governos são suficiente para estancar a crise? Há disposição política de usá-los?

Sem a ajuda dos governos, acredito, que teremos uma catástrofe completa. Com intervenção, no entanto, será ruim, mas não catastrófico. Se você olhar o mercado americano, por exemplo, as famílias e os bancos estão reduzindo suas dividas. Não querem gastar mais. So pagar as dividas antigas. Se todos fazem isso ao mesmo tempo a economia vai para o buraco. É o chamado paradoxo da desalavancagem. Economia é uma coisa simples, as pessoas que complicam muito. O fato é que, se todos decidirem poupar ao mesmo tempo, a economia pára. Afinal, o gasto de um é a renda de outro. Se a empresa não gasta contratando, pagando salários. então os trabalhadores também não tem o que gastar.
Agora, se as ações dos governos centrais forem efetivas, no sentido de garantir o credito e investimentos público, então é possível o cenário se regenerar. Isto não ocorre de uma hora pra outra. Mas, aos poucos, se bancos e empresas perceberem que a há melhor perspectiva para investir e lucrar, então há uma retomada da confiança e a economia vai voltando aos trilhos. Mas, para isso acontecer, ainda há muito chão para percorrer. O presidente do banco Central (Henrique Meirelles) falou sobre isso recentemente. Ele disse que as pessoas , antes, estavam em pânico com a inflação e , agora estão em pânico com a crise. A saída é controlar o pânico, retomar a confiança.

No caso do Brasil, o governo deveria ser mais ousado?

Não há duvidas. O momento exige baixar os juros, diminuir impostos que incidam sobre a classe media, garantir o credito para as empresas e colocar dinheiro em setores como o mercado imobiliário e a industria automotiva. O setor imobiliário, por exemplo, viveu um crescimento muito rápido nos últimos anos, mas nada comparável a uma bolha. E, diferentemente dos Estados Unidos, quem compra casa no Brasil está na maioria das vezes, atras de seu primeiro imóvel.
Em econômica, sabemos que há dois setores que têm um comportamento preponderante no ciclo econômico: os automóveis e a construção civil. Para cada real que você gasta neste setores, movimenta outros 2,5 ou 3. Então, é hora de bancos com a Caixa Econômica Federal investirem mais credito imobiliário, liberar dinheiro para a classe media comprar, dar subsidio mesmo, flexibilizar regras. Depois que a crise passar, você avalia como vai recapitalizar a Caixa. Mas no momento é preciso agir.


Belluzzo diz que a crise financeira é grave, mas o Brasil pode atravessá-la sem grandes traumas e se o governo intervier com energia na economia. Belluzzo defende corte de impostos, baixa nos juros, garantias de crédito as empresas e mais recursos a disposição de setores estratégicos, como o mercado imobiliário e a industria automobilística.

Acredito (Gustavo) que estamos no caminho correto, o governo poderia ser mais rápido e deveríamos buscar uma desburocratização. Os cartórios, por exemplo, ajudam, mas, ao mesmo tempo são resquícios coloniais que poderiam ser melhorados. Muitos são praticamente inuteis e lentos. Há burocracia demasiada, as leis confusas e um governo sem rumo, é o que eu vejo. Ocorreu uma certa movimentação, mas, Brasília, pra mim, continuou a mesma fanfarra de sempre. Senadores e deputados trabalhando o mínimo necessário e sem reformas de grande porte. Podemos mudar e conseguir um crescimento industrial inteligente e estruturado. Mas, nossos políticos são preparados? Creio eu que na "Republica das Bananas" ficará tudo a mesma coisa.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Construção Civil


O mercado de construção civil na primeira metade de 2008 era um dos principais responsáveis pelo crescimento econômico brasileiro. Com a crise, o setor que estava fortemente valorizado perdeu muito espaço. A retração foi vista também em 2009 - dados do PIB trimestral divulgado este mês apresentam uma queda de 8,4% em relação ao mesmo período de 2008. Nos dois primeiros trimestres a retração foi de 9,6 e 9,3%.
Porém, esses dados negativos podem não refletir a realidade. Um primeiro ponto a se analisar é o fato de que, apesar da queda, houve uma melhora significativa entre o primeiro e o terceiro trimestre. Outro ponto é que a comparação é feita com o ano de 2008, em que o mercado imobiliário estava muito aquecido no país. Além do fato da economia como um todo estar em expansão.

Prova de que o setor está em recuperação e ainda possui um grande potencial a ser explorado é a disputa pela Cimpor, maior produtora de cimento de Portugal. Após anuncio da CSN (sexta feira), a Camargo Corrêa também mostrou interesse pela empresa. Porém, em moldes diferentes. Enquanto a primeira está interessada na aquisição total, a segunda quer um terço dela. Existem outras empresas que demonstraram interesse, como a maior produtora de cimento brasileiro - Votorantin, a suíça Holcim e a mexicana Cemex.

Outro indicador positivo que surgiu no mercado é o aumento nas contratações para o setor, sendo que já existe escassez de mão de obra especializada, como pedreiros e carpinteiros. O Sindicato da Indústria da Construção Civil já admite a contratação de trabalhadores não especializados, para ganhar experiência na prática.

Especialistas afirmam que existe uma excelente expectativa de crescimento do PIB da construção para 2010, cerca de 8,8% frente a 1% estimado para este ano. Isso porque, entre outros motivos, o programa do governo para construção de casas populares ainda não refletiu de forma concreta. Além disso, o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis afirmou que 27% das famílias paulistanas buscam um imóvel para compra atualmente.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Comentários no blog - Informativo

Depois de algumas situações e alguns comentários impróprios e não condizentes com as discussões e reflexões feitas pelos nossos autores, pedimos que as pessoas se identifiquem, colocando o email e o nome para contato. Para assim, evitar comentários sem fundamentos ou de baixo nível.
O blog preserva pela democracia e as críticas são muito bem vindas sempre. Os comentários anônimos serão apagados e também os fora dos temas em discussão.
Gustavo Ferrara
Fundador do Blog

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Interior Paulista em expansão Industrial Gera Oportunidade para os Economistas


O interior do estado de São Paulo esta em franca expansão industrial. Por muito tempo a capital paulista foi considerada como o pólo da industria nacional, as oportunidades de empregos e crescimento pessoal atraíram muitos brasileiros para a metrópole paulistana. Até hoje este movimento acontece, os números mostram isso claramente, 14,6 milhões de brasileiro vieram para o sudeste, e a grande maioria se instalou na capital paulista, de acordo com as pesquisas do IBGE.

O mesmo IBGE mostra que a partir de 2006 o desenvolvimento econômico atraiu cada vez mais pessoas para região do interior paulista. O crescimento industrial atrai cada vez mais pessoas tornando uma boa opção `a capital, estas pessoas muitas vezes optam por uma melhor qualidade de vida no interior. Mas mesmo assim a região metropolitana paulista é responsável por 56,1% do PIB do Estado, seguido por Campinas 15,4%, São José dos Campos 5,2%, Sorocaba 4,7%, Santos 3,8%. Mas sozinho o interior paulista é responsável por 16% do PIB nacional. Ainda temos regiões que se destacam da agropecuária, agroindústria como o caso de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto segundo dados SEADE. Responsável por 5% do PIB estadual.

Diante das diversas oportunidades que se abrem dia a dia no interior, uma que se destaca é a possibilidade dos Economistas buscarem espaço nas cidades do interior paulista. Através de uma iniciativa do CORECON – SP criou-se o FEIP – Forca Econômica do Interior Paulista. Que incentiva junto ao governo a contratação de economistas para as prefeituras. Em uma forma de ser um braço de apoio aos projetos dos prefeitos, independentemente do partido político, auxiliando na construção de políticas que visam o desenvolvimento da região. Nos dias de hoje essas regiões estão carentes de profissionais ligados a economia. O projeto visa difundir a importância e a vantagem da prefeitura possuir um economista registrado junto ao conselho de planejamento e crescimento das cidades. Antonio Luiz de Queiroz Silva, presidente do CORECON diz: “ O interior de São Paulo tem grande potencial. O objetivo do projeto é ajudar os prefeitos que, hoje, já fazem uma boa administração, a ter uma estrutura solida para crescer e se desenvolver. Isso requer planejamento estratégico, e disso, certamente os economistas entendem muito bem.”

O perfil analítico do economista o transforma dessa forma em um “pivô” no time da prefeitura, abrindo portas para um caminho de estratégias que proporcionem uma melhoria na gestão pública municipal. Com isso temos o potencial de crescimento municipal sustentado de maneira que o crescimento seja ordenado e sustentável. O economista pode se tornar um orientador da criação do crescimento municipal, facilitando e potencializando o desenvolvimento da região.

O economista passa a ter uma oportunidade no interior de São Paulo que ha alguns anos não teriam. O fluxo pode ocorrer da seguinte forma, atraindo primeiramente estudantes e profissionais da capital que abririam as portas e assim estimulariam o crescimento de novos cursos. Já observamos esse movimento diz o presidente do CORECON, cursos de economia, administração pública estão sendo abertos no interior paulista, como é o caso de Campinas, Bauru, Ribeirão Preto entre outras cidades.

O economista vinha em baixa com a instabilidade economia brasileira assolando quase que 30 anos. Com a queda muitas faculdades e bons cursos foram fechados devido a ausência de alunos e a baixa procura do mercado por profissionais dessa área. Muitas vezes foram substituídos por Administradores, Engenheiros, Contadores. O projeto do CORECON tem em vista uma valorização da profissão, mostrando que é essencial ter um economista para analisar economicamente e planejar a administração dos recursos públicos que cada região possui.

Devemos salientar que a análise e o planejamento são funções indispensáveis para um economista, e sem esquecer que é um pensador.