sábado, 7 de novembro de 2009

Etanol, o combustível do futuro! Talvez não.


Parece que o Brasil está, mais uma vez, desistindo de seus programas de energia renovável. Em tentativa anterior, com a baixa dos preços do petróleo, o programa idealizado com a nomenclatura de Proálcool foi deixado de lado na década de 80. Apesar de ter existido uma nova propulsão nos últimos anos, a retomada da utilização do álcool hidratado como combustível alternativo a gasolina (fóssil e derivado do petróleo) parece estar sendo deixada mais uma vez de lado direcionando todos os esforços para o pré-sal.

O Brasil se tornou pioneiro na utilização de combustíveis alternativos e em grande escala do mundo. Atualmente a maior parte da frota oferecida de automóveis, por exemplo, são da categoria FLEX (bi-combustíveis), deixando a critério de seus usuários a escolha na hora do abastecimento. Ainda assim, o que se observa nas revendas de combustível é um usuário dividido na escolha. Muitos ainda não deixaram de abastecer seus automóveis com gasolina, o que gera a grande dúvida: será que este realmente seria um substituto perfeito da gasolina?

Recentemente, parei para discutir sobre formas alternativas de energia e foi então que me deparei com um problema antes não me atentado. O crescimento das frotas no mundo. Imaginemos por exemplo a China e seus milhares de carros que entram em circulação anualmente. Serão que teríamos plantações de cana de açúcar, beterraba, milho, suficientes para suprir a demanda destes usuários sedentos para utilizarem seus veículos movidos a etanol?

Claro, seria um equívoco incorrer no mesmo erro que Malthos e acreditar que a população de automóveis cresce em progressão geométrica enquanto a produção agrícola em progressão aritmética. Mais ainda assim, este não me parece uma forma alternativa em longo prazo, mais sim, um complemento a formas alternativas.

No Brasil, outros programas como o biodiesel foram criados. Ainda que, como o ex-presidente Fernando Henrique discursou na "Conferência de São Paulo", "o biodiesel hoje é alguma coisa arqueológica”. Devemos sim retomar este programa, assim como realizar outros. Talvez o enforque não deva ser dado no fim das cadeias, como tradicionalmente, o Brasil, insiste em fazer com vários outros setores, mais sim no inicio.

Por que não investir em projetos que foquem, por exemplo, na construção de motores alternativos ao de combustão. Ainda que pareça uma idéia maluca, seria interessante termos um novo projeto dominante neste setor. Ou ainda, se este for um investimento custoso, por que não vamos atrás da utilização de gastos energéticos dispendiosos. Já pensaram, por exemplo, em estrada ecologicamente correta?

http://www.yankodesign.com/2009/11/04/welcome-blocks-of-power/

Este é apenas um projeto que me mostraram na internet. Assim, como este existem alguns outros que buscam alternativas energéticas no mundo.

Enfim, resumindo o que tento dizer é não podemos ter plena confiança em que o etanol irá resolver os problemas substituindo os combustíveis fósseis do mundo. Além disso, este poderá ser o caminho errado a se seguir. Talvez, com foco em outras tecnologias possamos melhorar os problemas globais. Porém, este pode ser em curto prazo um grande trunfo da humanidade em seu esforço tanto para a natureza como para as economias. Não podemos deixar de lado este programa, ou o do biodiesel, ou qualquer outro que venha a aparecer em decorrência às descobertas do pré-sal. A idéia de novas fontes energéticas devem sempre ser considerada, e aproveitando a pré disposição natural da qual o Brasil, um país em proporções continentais, possui, devemos explorar ao máximo sua utilização de forma racional e inteligente.


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