segunda-feira, 4 de julho de 2011

ECONOMIA INTERNACIONAL - Tragédia Grega: A Crise na Grécia




O futuro da Grécia está se desdobrando em Atenas e outras cidades gregas que resistem às exigências financeiras impostas pelo FMI, BC Europeu e UE.


Banqueiros exigem a privatização de bens públicos e redução dos gastos públicos. Esse dinheiro poupado servirá como um fluxo a mais nos caixas dos bancos. O medo da possibilidade de um calote assombra os países da zona do Euro e diversas instituições financeiras.


O plano de austeridade fiscal proposto, que pode garantir a solvência dos empréstimos gregos, com certeza terá um grande custo social, que não está sendo mensurado pelo BCE e bancos credores. Não são mensurados, pois, para eles, são variáveis indiferentes, que nem se levam em consideração.

Mais uma vez as pessoas são colocadas em segundo plano para garantir aos bancos a realização do lucro, o que pode acarretar em uma grande “tragédia grega” do ponto de vista social. Uma nova proposta deveria ser avaliada, algo que não comprometa o futuro da população grega e que ao mesmo tempo não faça parecer melhor à Grécia abrir mão da participação na União Européia e optar pelo calote. Um calote por parte do governo grego poderia tornar ainda mais difícil o auxilio de paises como Portugal, Irlanda e Espanha e arranharia a imagem da União Européia como algo vitalício.


É importante lembrar que grande parte dos empréstimos contraídos pelo Estado grego foi para que Atenas atende-se as regras sobre déficits da Europa e pudesse adentrar na União Européia. A meu ver um país que não tinha capacidade de fazer parte da UE foi aceito por falta de uma análise mais detalhada e pensamento a longo prazo. E no meio dessa crise a Croácia está para ser aprovada na União Européia, me pergunto será que é o momento certo para permitir a adesão de mais paises?

Se o calote se concretizar, ocorreriam conseqüências potencialmente catastróficas para credores, não apenas dos 240 bilhões de euros da dívida soberana grega, mas também para credores de centenas de bilhões de euros da dívida comercial grega e de outras dezenas de bilhões de euros de contratos de derivativos relacionados à dívida grega.

Um ponto também de grande importância é o fato de banqueiros terem capacitado a Grécia e outros países a tomarem emprestado além de seus meios em negócios perfeitamente legais, como sempre, os bancos, pensaram no lucro desenfreado e nunca nas possíveis conseqüências. Não pensam nas conseqüências, pois sabem que serão socorridos, como temos de exemplo a última crise de hipotécas subprime. Sabemos que os bancos geralmente não perdem as suas apostas em jogos de derivativos que tenham empreendido (mesmo quando especulam em cima de papéis podres), a Grécia será forçada ao máximo a seguir o plano de austeridade fiscal proposto. Os cidadãos gregos que se preparem.

Frederico Matias Bacic
POST escrito para o Blog Economidiando nosso parceiro: 04.07.2011