segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Construção Civil


O mercado de construção civil na primeira metade de 2008 era um dos principais responsáveis pelo crescimento econômico brasileiro. Com a crise, o setor que estava fortemente valorizado perdeu muito espaço. A retração foi vista também em 2009 - dados do PIB trimestral divulgado este mês apresentam uma queda de 8,4% em relação ao mesmo período de 2008. Nos dois primeiros trimestres a retração foi de 9,6 e 9,3%.
Porém, esses dados negativos podem não refletir a realidade. Um primeiro ponto a se analisar é o fato de que, apesar da queda, houve uma melhora significativa entre o primeiro e o terceiro trimestre. Outro ponto é que a comparação é feita com o ano de 2008, em que o mercado imobiliário estava muito aquecido no país. Além do fato da economia como um todo estar em expansão.

Prova de que o setor está em recuperação e ainda possui um grande potencial a ser explorado é a disputa pela Cimpor, maior produtora de cimento de Portugal. Após anuncio da CSN (sexta feira), a Camargo Corrêa também mostrou interesse pela empresa. Porém, em moldes diferentes. Enquanto a primeira está interessada na aquisição total, a segunda quer um terço dela. Existem outras empresas que demonstraram interesse, como a maior produtora de cimento brasileiro - Votorantin, a suíça Holcim e a mexicana Cemex.

Outro indicador positivo que surgiu no mercado é o aumento nas contratações para o setor, sendo que já existe escassez de mão de obra especializada, como pedreiros e carpinteiros. O Sindicato da Indústria da Construção Civil já admite a contratação de trabalhadores não especializados, para ganhar experiência na prática.

Especialistas afirmam que existe uma excelente expectativa de crescimento do PIB da construção para 2010, cerca de 8,8% frente a 1% estimado para este ano. Isso porque, entre outros motivos, o programa do governo para construção de casas populares ainda não refletiu de forma concreta. Além disso, o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis afirmou que 27% das famílias paulistanas buscam um imóvel para compra atualmente.