quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A história sem fim e a população em segundo plano… (POST BLOG: POLITICANDO CAMPINAS)


Quando será que essa crise política que vivemos em Campinas terá fim? Tenho certeza que essa pergunta passa na cabeça da maior parte de nós campineiros. O mais triste é conhecer a resposta: não tão cedo…
Muita coisa ainda vai acontecer nos próximos dias, semanas e meses. O personagem central da história será a eleição indireta para prefeito. E a população? Meros coadjuvantes do processo político.
Não estou criticando a realização da eleição indireta, que é quando os vereadores decidem quem se tornará o prefeito, apesar de acreditar que a população de Campinas merecia o direito de realizar essa escolha. Minha crítica é com relação ao jogo político que está sendo realizado nos bastidores.
Diversos políticos da cidade e alguns partidos já estão consolidando alianças para garantir seus próprios interesses no pleito indireto e também nas eleições que ocorrerão em Outubro. O interesse da população? Esse ficou novamente em segundo plano.
O prefeito em exercício, Pedro Serafim, saiu na frente. Ao propor uma gestão provisória aberta à participação dos vereadores, ele garantiu uma base de apoio que poderá resultar na sua eleição indireta pela Câmara. Essa participação incluiu a abertura para a influência dos vereadores nas Administrações Regionais e também nas autarquias municipais.
Esse jogo político também tem por trás uma já configuração do cenário para as eleições diretas em Outubro. Definindo os nomes que participarão do pleito e o arcabouço das alianças.
Enquanto isso, nós ainda veremos muita água rolar até a definição do prefeito por parte dos vereadores. Secretários serão trocados, presidentes das autarquias substituídos e alianças políticas formadas.
Resta-nos acompanhar o desenrolar dessa história e torcer para que ele seja, no mínimo, melhor do que a situação atual que vivemos. A cidade de Campinas não pode mais enfrentar uma situação política tão deprimente como a que presenciamos hoje. A população deve se posicionar e mostrar uma vez mais que na política da nossa cidade nós somos os protagonistas. Os interesses em que se baseiam os atos políticos devem ser os interesses de toda a sociedade e não apenas os interesses individuais de um ou outro indivíduo.
AUTOR: Guilherme Damasceno, 23 anos, Campineiro. Formado em Economia e Relações Internacionais. 

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